O ex-prefeito de Porto Velho, presidente da AROM e pré-candidato ao governo de Rondônia, Hildon Chaves, afirmou que não pretende entrar na polarização política nacional durante a disputa eleitoral. Em entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, ele indicou que sua estratégia será concentrar o debate nos problemas locais, afastando-se de disputas ideológicas entre lideranças nacionais.
“Não estou nem aí para Lula, Bolsonaro, não quero saber disso. Na hora do voto, vou votar e acabou. Mas o que estou focado é em resolver os nossos problemas aqui do nosso Estado”
A declaração foi feita ao ser questionado sobre posicionamento ideológico e eventual alinhamento com nomes da política nacional. Hildon sinalizou que pretende adotar uma postura pragmática, priorizando temas como saúde, segurança e infraestrutura no estado, em vez de incorporar a polarização que marca o cenário político brasileiro.
Durante a entrevista, o pré-candidato também se definiu como um político de centro-direita, mas fez questão de destacar que, na prática administrativa, não adota critérios ideológicos na formação de equipes ou na condução da gestão pública.
“Eu nunca fiz uma seleção de secretários perguntando em quem a pessoa votou. O que importa é a capacidade de trabalho”
Segundo ele, essa lógica foi aplicada ao longo de seus dois mandatos como prefeito de Porto Velho, período em que, de acordo com sua avaliação, a prioridade foi garantir eficiência administrativa e resultados práticos para a população, independentemente de posicionamentos partidários.
“Eu sou muito pragmático. Se funciona, a gente aplica. Não precisa inventar a roda”
A fala reforça o discurso de gestor técnico que Hildon busca imprimir à sua pré-candidatura, apostando em experiências já testadas em outras regiões e na adoção de soluções consideradas eficientes.
O posicionamento ocorre em um contexto político específico de Rondônia, onde pesquisas recentes indicam predominância de eleitores com perfil conservador. Ainda assim, ao evitar vinculação direta com lideranças nacionais, o pré-candidato sinaliza uma estratégia voltada à ampliação de diálogo com diferentes segmentos do eleitorado.
A movimentação também pode influenciar o tom da campanha em 2026, especialmente diante de um cenário em que outros pré-candidatos tendem a explorar alinhamentos ideológicos mais explícitos.
Assista à entrevista na íntegra:



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