O cenário da infraestrutura urbana voltou ao centro do debate em Guajará-Mirim nesta terça-feira, 21 de abril de 2026, após moradores relatarem preocupação com trechos de avenidas que permanecem deteriorados depois de intervenções realizadas por empresas prestadoras de serviços públicos, especialmente em redes de abastecimento de água.
Um dos pontos observados pela reportagem do Guajará Noticias foi a Avenida Pimenta Bueno, na região central do município, onde dois locais apresentavam sinais de manutenção recente, porém sem a recomposição definitiva da camada asfáltica. Situação semelhante também é apontada em vias pavimentadas com bloquetes de concreto, onde, após escavações técnicas, o acabamento final nem sempre é restabelecido no mesmo padrão original.
Especialistas em mobilidade urbana destacam que a ausência de recomposição adequada pode gerar impactos diretos na trafegabilidade, aumentar riscos de acidentes, reduzir a vida útil do pavimento e elevar custos futuros de manutenção ao poder público. Em períodos chuvosos, o problema tende a se agravar com infiltrações, erosões localizadas e formação de buracos.
A discussão ganhou força após Porto Velho instituir legislação específica que responsabiliza concessionárias e permissionárias por danos causados ao pavimento durante obras em ruas e avenidas. A norma municipal estabelece obrigação de recuperação integral das áreas afetadas, prazos para recomposição e aplicação de penalidades em caso de descumprimento, incluindo multas administrativas.
No entendimento de moradores ouvidos pela reportagem, medidas semelhantes poderiam ser avaliadas em Guajará-Mirim, com foco na preservação do patrimônio público e maior controle sobre intervenções em vias urbanas. Entre as sugestões apresentadas estão:
comunicação prévia ao município antes das obras;
sinalização obrigatória durante os serviços;
prazo definido para recuperação total do pavimento;
fiscalização técnica após a conclusão;
multas em caso de abandono ou reparo fora do padrão.
A cobrança popular também se dirige à Prefeitura Municipal, sediada no Palácio Pérola do Mamoré, para que estudos técnicos sejam realizados visando modernizar a legislação local e fortalecer a defesa da malha viária urbana.
O tema envolve diretamente qualidade de vida, segurança no trânsito e planejamento urbano. Para muitos moradores, preservar ruas e avenidas significa valorizar a cidade e contribuir para que a Pérola do Mamoré recupere gradativamente sua imagem de organização e desenvolvimento.



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