Bushehr "está em perigo, pois explosões são ouvidas a quilômetros da linha de defesa da usina. [Os ataques] não são direcionados à usina, mas às instalações militares localizadas ali; no entanto, a ameaça aumenta claramente à medida que o conflito se intensifica", afirmou o diretor da Rosatom.
Alexey Likhachev ressaltou que "qualquer violação da integridade do reator ou das instalações de armazenamento de combustível" significará a "contaminação de grandes territórios e movimentos completamente imprevisíveis da substância contaminante, dependentes de fenômenos atmosféricos".
Por isso, o diretor da Rosatom pediu que a segurança da instalação nuclear seja prioridade, lembrando que as obras de construção foram suspensas pela parte russa.
Ao mesmo tempo, anunciou que a segunda fase da evacuação da usina será realizada "assim que a situação de guerra permitir".
"No momento, há 639 pessoas lá", embora já não haja mais crianças nem mulheres, afirmou.
No sábado, Likhachev informou que todos os filhos dos funcionários da Rosatom, além de membros da equipe da usina e pessoas que desejavam deixar o país — um total de 94 pessoas — já foram retirados do Irã.
Likhachev já havia alertado meses atrás que um ataque à usina, especialmente ao primeiro bloco gerador, provocaria uma "catástrofe comparável à de Chernobyl", a usina ucraniana que foi palco, em 1986, de um dos maiores acidentes nucleares civis do mundo.
Após os ataques israelenses contra o Irã em junho de 2025, o Kremlin descartou retirar o pessoal que operava na usina de Bushehr, próxima ao Golfo Pérsico.
Naquele momento, cerca de 600 trabalhadores estavam destacados nas instalações da usina.
Esses ataques israelenses ocorreram durante a guerra de 12 dias entre Teerã e Tel Aviv, período em que os Estados Unidos também bombardearam instalações nucleares iranianas, incluindo a de Natanz, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
A AIEA afirmou que a instalação de enriquecimento nuclear, localizada no centro do Irã, sofreu "alguns danos recentemente", embora "não sejam esperadas consequências radioativas".
A agência da ONU informou que os danos se concentraram nos "edifícios de entrada" da parte subterrânea da instalação nuclear iraniana.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irã para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelenses.



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