Publicada em 18/02/2026 às 16h01
PORTO VELHO, RO - O ex-deputado estadual e apresentador da SGC Rondônia em Ji-Paraná, Euclides Maciel, compartilhou publicamente, durante a abertura de um programa televisivo, um relato pessoal sobre sua experiência com dependência química, mencionando o uso de cocaína e, posteriormente, de crack, além das consequências vividas ao longo de vários anos.
No início do depoimento, ele afirmou que o primeiro contato com drogas ocorreu em Vilhena, quando, segundo relatou, experimentou cocaína pela primeira vez após convite de um conhecido. De acordo com sua fala, o consumo se repetiu e evoluiu para a compra da substância. “Depois veio a terceira, veio a quarta. E depois, quem me deu, já não dava mais”, disse, acrescentando que, sem recursos, chegou a vender bens pessoais. “Eu mesmo peguei a televisão e anunciei como roubo. E vendi, dei por droga”, afirmou.
Maciel explicou que o período de dependência se estendeu por cerca de seis anos, sendo aproximadamente dois anos com uso de cocaína e, na sequência, com o consumo de crack. “Depois a cocaína ficou fraca. Aí quando eu passei pro crack, aí eu me arrebentei”, declarou, ao descrever o agravamento da situação.
Ele relatou que a fase mais crítica ocorreu em Ji-Paraná, onde disse ter enfrentado episódios de vulnerabilidade, deslocamentos durante a madrugada e dificuldades físicas e emocionais. No depoimento, mencionou situações de humilhação e afirmou que recebeu ajuda de pessoas próximas, incluindo colegas e familiares. “Meus filhos não desistiram de mim. Minha mãe, viva ainda, ela ligava, filho, vem pra cá que eu te cuido”, contou.
O apresentador também recordou momentos em que a dependência afetou diretamente a convivência familiar, citando o episódio em que os filhos foram enviados para morar com a avó. “Eu cheguei ao ponto de colocar meus dois filhos em Vilhena num ônibus com a avó deles e mandar eles ir pra Campo Grande”, relatou.
Segundo Maciel, ele não passou por internação para interromper o uso das drogas e atribuiu a mudança ao apoio da família e a uma decisão pessoal. Atualmente, afirmou participar de ações de orientação e palestras para jovens, além de mencionar que, durante o período em que exerceu mandato parlamentar, também auxiliava pessoas em situação de dependência. “Fiquei oito anos na Assembleia. Toda semana eu levava um pra Porto Velho”, disse.
Ao concluir o relato, ele afirmou que pretende continuar compartilhando a experiência como forma de alerta. “Eu sou um testemunho vivo”, declarou, acrescentando que considera ter um papel de orientação para quem enfrenta situações semelhantes.



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