Publicada em 18/02/2026 às 15h23
PORTO VELHO, RO — O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) publicou em suas redes sociais uma imagem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino em um trio elétrico durante o Carnaval e utilizou o registro para questionar a imparcialidade do magistrado. A gravação mostra Dino fazendo o gesto do “L”, associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O material compartilhado pelo parlamentar é o mesmo que circula em perfis e publicações nas redes sociais e que já foi objeto de checagens jornalísticas.
O vídeo foi gravado em fevereiro de 2023, em São Luís (MA), quando Dino ainda exercia o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, antes de sua indicação ao STF, formalizada em novembro daquele ano e com posse em fevereiro de 2024.
A publicação de Chrisóstomo ocorre em linha semelhante à adotada pelo advogado Jeffrey Chiquini, que também divulgou as imagens nas redes para questionar a atuação do ministro no Supremo. Reportagens de veículos nacionais registram que o advogado utilizou o vídeo para sustentar críticas relacionadas à imparcialidade do magistrado, citando dispositivos legais sobre conduta de integrantes da Corte.
Diferentemente de postagens que sugerem que o episódio seria recente, o deputado não afirmou que a cena ocorreu no Carnaval de 2026. A manifestação, porém, retoma a discussão aberta por Chiquini e reapresenta o registro sem contextualizar o período em que foi gravado, trazendo novamente à tona uma imagem de quando Dino ainda integrava o Executivo federal para questionar sua atuação atual no STF.

Post de Chrisóstomo tem outra "pegada", mas também não indica a época dos fatos / Reprodução (X)
Segundo as verificações publicadas pela imprensa, o conteúdo que circula atualmente reaproveita um registro antigo sem destacar, em muitos casos, o contexto temporal da gravação. A cronologia confirmada pelas reportagens indica que o episódio ocorreu quando Dino ainda integrava o Executivo federal, não no período em que já atuava como ministro do Supremo Tribunal Federal.
A repercussão nas redes sociais ampliou o alcance do vídeo, que passou a ser utilizado em diferentes publicações para sustentar questionamentos sobre a atuação do magistrado, apesar de a gravação ser anterior à sua entrada na Corte.



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