Publicada em 30/01/2026 às 09h55
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando uma ampla gama de opções militares para utilizar contra o Irã e enfraquecer o regime Khamenei, mas ainda não tomou uma decisão, segundo uma reportagem do jornal norte-americano "The New York Times" com base em fontes do governo norte-americano.
De acordo com o jornal, o conjunto atual de opções inclui bombardeios e até operações encobertas de militares dos EUA dentro do Irã. Nos últimos dias, Trump também vem ponderando se uma mudança de regime seria uma opção viável, afirmou a reportagem.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
O que pode acontecer se os EUA atacarem o Irã? 7 possíveis cenários
Entre as opções de ataque militar à disposição de Trump também estão bombardeios a instalações nucleares do Irã —assim como fizeram em junho de 2025— e contra instalações militares e simbólicas do regime iraniano, como o quartel-general da milícia iraniana que seria responsável pelas mortes de manifestantes nas ruas do país.
Segundo o "New York Times", entre as opções mais arriscadas estaria o envio secreto de comandos para destruir ou danificar gravemente partes do programa nuclear iraniano que ainda não foram atingidas no bombardeio dos EUA no ano passado. A reportagem afirmou que o Exército dos EUA tem treinamento para missões desse tipo, de alto grau de especialização, para entrar em países e atingir alvos de alto valor —como as instalações nucleares do Irã, por exemplo.
Oficiais do governo dos EUA afirmaram à agência de notícias Reuters que outra das opções consideradas por Washington seria realizar ataques direcionados às forças de segurança e líderes do Irã para inspirar novos protestos nas ruas do país e "criar condições para uma mudança de regime".
Trump ainda não escolheu entre as opções apresentadas pelo Pentágono e, por isso, não autorizou ação militar contra Irã, afirmaram oficiais do governo dos EUA ao jornal. As opções que estão sendo consideradas vão além das que ele tinha na mesa na primeira quinzena de janeiro, quando os EUA ficaram à beira de atacar o regime iraniano, porém Trump foi convencido a desistir da ação após uma ligação de mediadores e após Teerã ter desistido de realizar execuções de manifestantes.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!