Publicada em 21/01/2026 às 14h10
Em 1978 pela primeira vez Porto Velho recebia o sinal direto da TV, “via Embratel”, sistema movido à transmissão “antena a antena” a cada 40KM. Era a transmissão da Copa do Mundo na Argentina, que foi campeã e, sem considerar especulações normais da imprensa brasileira ainda na euforia do tri, reclamou muito porque o time anfitrião, jogando “com o regulamento debaixo do braço”, meteu 6x0 no Peru.
Naquele ano um telefone (fixo), era caríssimo, e ninguém por aqui pensava em telefonia celular, invento do engenheiro Martin Cooper que em 1973 fez a primeira chamada de um telefone móvel portátil, mas que só foi ao público 10 anos depois, e mais um bom tempo para chegar à “Terra de Rondon”.
Comecei por aí apenas para contextualizar e oferecer, para meditação aos que me leem, como éramos bem diferentes há uma geração e meia, nem tanto tempo, mas que, para a minha geração, aquela logo após a II Guerra Mundial e que entrou nos 20 anos em 1968, o “ano que não terminou”, mudou tanta coisa que para muitos parece que nem havia nada antes. Como agora.
E por que essa minha divagação? Este texto, com poucas mudanças que não alteram o original, surgiram de uma pergunta feita pela Yasmin, hoje com 16 anos e àquela altura só 8, perguntou:
“Vovô, quando você era da minha idade brincavam de quê?”.
Enumerei incluindo coisas que nem se fazia mais àquela altura e ela retornou: “E quando ia para casa, ainda falava com seus colegas?” Tive de explicar que quando eu tinha sua idade nem telefone ou luz elétrica tinha em casa.
E ela: “Vocês não tinham internet?”
Deixo a cada um na faixa acima dos 40, o “direito de resposta”.



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