Publicada em 30/01/2026 às 09h45
"O Irã acolhe o diálogo e não busca a guerra": a declaração em tom mais ameno, após dias de troca de farpas entre o governo iraniano e os Estados Unidos veio do presidente do país, Masoud Pezeshkian, nesta sexta-feira (30).
O que pode acontecer se os EUA atacarem o Irã? 7 possíveis cenários
Segundo a mídia estatal iraniana, Pezeshkian conversou com o presidente dos Emirados Árabes Unidos sobre as ameaças que vem sendo feitas por Donald Trump e disse que não deseja um conflito.
Porém afirmou que, caso o Irã seja atacado, "responderá imediata e decisivamente a qualquer agressão".
Também nesta sexta, em viagem à Turquia, o chanceler do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que está preparado para negociações com os EUA sobre o acordo nuclear desejado por Trump, mas ponderou que as conversas precisam ser "justas e equitativas".
Disse que, até o momento, não há nenhum planejamento entre os dois países para uma reunião em que se possa discutir um possível acordo, e que o governo iraniano não abrirá mão de manter e expandir suas capacidades de Defesa.
"Teerã está preparada para ambos os cenários: guerra ou diplomacia. Espero que os EUA ajam com bom senso e lógica", declarou.
As capacidades de Defesa citadas por Araqchi estão diretamente ligadas ao programa nuclear iraniano. Washington acusa Teerã de estar desenvolvendo uma arma nuclear, porém o aiatolá garante que a tecnologia é usada apenas para fins de proteção do país. O Irã não permitiu que a agência da ONU que cuida do tema inspecionasse suas usinas.
O Irã é uma república teocrática, que une princípios religiosos aos do governo, por isso, apesar de ter um presidente, o aiatolá é o líder supremo do Irã. Atualmente, o cargo é ocupado por Ali Khamenei.
Na quarta-feira (28), quando o conflito entre o país e os EUA escalou após um post do presidente americano, Donald Trump, se gabando da "enorme armada" que está a caminho do Oriente Médio após sua ordem.
Um alto funcionário do governo iraniano, o conselheiro sênior do khamenei Ali Shamkhani, já havia garantido então que qualquer ataque dos EUA será considerado o início de uma guerra.
"Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos EUA , de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra , e sua resposta será imediata, abrangente e sem precedentes, visando o agressor, o coração de Tel Aviv e todos os apoiadores do agressor", declarou.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!