• Capa
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Artigos & Colunas
  • Polícia
  • Geral
  • Interior
  • + Editorias
    • Brasil
    • Mundo
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Vídeos
    • WebStories
  • Contato
ECONOMIA

Montadoras paralisam produção e dão férias coletivas aos funcionários

Falta de componentes e cenário econômico desfavorável motivam decisão

Por Agência Brasil
Publicada em 22/03/2023 às 08h45

Diversas montadoras anunciaram neste mês que vão conceder férias coletivas aos funcionários e paralisar a produção de veículos em suas plantas no Brasil. Os motivos são diversos. Vão desde a falta de equipamentos, agravada pela pandemia de covid-19, até problemas provocados pelo cenário econômico brasileiro, principalmente com a alta dos juros e da inflação, o que levou à queda nas vendas de veículos.

A primeira a interromper a produção foi a Volkswagen, que parou com as atividades em fevereiro em São Bernardo do Campo (SP), São José dos Pinhais (PR) e na fábrica de motores de São Carlos (SP) por falta de peças. As três unidades já voltaram a operar normalmente, mas a montadora anunciou que vai adotar 10 dias de férias coletivas na fábrica de Taubaté (SP), a partir do próximo dia 27, “para manutenção de produção da unidade e também em razão da instabilidade na cadeia de fornecimento de componentes”.

Na Hyundai Motor Brasil, as férias coletivas começaram segunda-feira (20) para os três turnos de produção e equipes administrativas da fábrica em Piracicaba, no interior de São Paulo. As férias coletivas vão até o dia 2 de abril, mas não atingem as operações da fábrica de motores, localizada no mesmo complexo industrial. Segundo a empresa, o objetivo é adequar os volumes de produção para o mês de março, evitando a formação de estoques. A empresa informou que acompanhará a dinâmica do mercado interno de veículos para o primeiro trimestre deste ano.

A Mercedes-Benz do Brasil informou que vai conceder férias coletivas, de forma parcial, na fábrica de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. As férias serão entre os dias 3 de abril e 2 de maio por “necessidade de ajuste no programa de produção”. De acordo com a montadora, a medida é necessária por causa da falta de componentes na indústria automotiva global e nacional e para adequação dos volumes de vendas do mercado de veículos comerciais.

As montadoras GM e Stellantis também vão conceder férias coletivas aos funcionários, paralisando a produção nas fábricas em São José dos Campos, em São Paulo, e Goiana, em Pernambuco.

Em entrevista nesta terça-feira (21) à Agência Brasil, o professor Antônio Jorge Martins, coordenador dos cursos automotivos da Fundação Getulio Vargas (FGV-SP), disse que as paralisações e as férias coletivas foram motivadas basicamente pelo aumento dos custos que, como consequência, fez subir o preço dos veículos e elevar os custos dos financiamentos.

“O mundo passou por grandes mudanças ao longo dos últimos anos e, em particular, após a pandemia. A pandemia, de forma geral, até por conta do início da digitalização das empresas mundiais, fez com que aumentassem os custos de várias peças e componentes da área automotiva, em particular, dos semicondutores”, disse o professor.

Com o aumento dos custos das partes, peças e componentes, aliado à desvalorização cambial no país e à alta dos custos de frete e logística, o setor automotivo precisou aumentar o preço dos veículos. “E esse aumento nos preços não foi acompanhado pelo aumento da renda da sociedade como um todo”, destacou Martins. “Isso, de forma geral, fez com que o mercado deixasse exatamente de se equilibrar de forma adequada, gerando, como consequência, a necessidade de paralisação das fábricas para uma adequação a uma nova realidade de demanda”, acrescentou.

De acordo com Martins, o segundo motivo da paralisação da produção foi o cenário econômico brasileiro, principalmente por causa da alta dos juros. “A taxa de juros praticada pelo mercado financeiro também afetou a demanda de veículos até porque, na prática, de 60% a 70% das vendas são feitas por meio de financiamentos. Então, se a sociedade já está com o poder de compra abalado e, paralelamente, ainda tem dificuldades de cumprir os novos custos decorrentes de financiamentos, isso de forma geral acabou reforçando a necessidade de paralisação das montadoras que, por sua vez, não têm interesse em produzir para estoque”, afirmou.

A Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef) já havia alertado sobre tal cenário em seu último boletim. Segundo a Anef, o ano de 2022 foi fortemente impactado pela alta de preço dos veículos, bem como pelo aumento da inadimplência e dos juros. A associação ressaltou que a inadimplência de pessoas físicas com pagamentos em atraso superior a 90 dias chegou a 5,9% em 2022, o maior índice dos últimos anos.

Para Martins, a paralisação da produção de veículos não deve se prolongar ou durar muito tempo. “A estratégia das montadoras não é ficar muito tempo parada. As que têm estoque vão parar um pouquinho mais. Aquelas que têm menor estoque param menos, mas a estratégia é realmente adequar a produção a uma nova realidade de demanda.” O professor estima que, neste ano, o setor automotivo feche com crescimento entre 2% e 5% em relação ao ano passado.

Procurada, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) respondeu que não se manifestaria sobre as paralisações nas montadoras. No início de março, porém,ao divulgar dados sobre a indústria automotiva no país, a Anfavea informou que o fechamento provisório de algumas fábricas em fevereiro decorreu da falta de semicondutores ou da necessidade de ajustes na linha de montagem e que havia preocupação com a falta de crédito no país.

Geral ECONOMIA
Imprimir imprimir
 
Leia Também
Confira os horários do transporte coletivo em Porto Velho
CARNAVAL 2026
Confira os horários do transporte coletivo em Porto Velho
SP: desfiles tem religiosidade e homenagens a povos originários
CARNAVAL 2026
SP: desfiles tem religiosidade e homenagens a povos originários
SC tem alerta vermelho para alagamentos e deslizamentos na capital
PREVISÃO
SC tem alerta vermelho para alagamentos e deslizamentos na capital
Confira os horários do transporte coletivo em Porto Velho
CARNAVAL 2026
Confira os horários do transporte coletivo em Porto Velho
SP: desfiles tem religiosidade e homenagens a povos originários
CARNAVAL 2026
SP: desfiles tem religiosidade e homenagens a povos originários
SC tem alerta vermelho para alagamentos e deslizamentos na capital
PREVISÃO
SC tem alerta vermelho para alagamentos e deslizamentos na capital
Judiciário de Rondônia funciona em regime de plantão até quarta-feira (18)
CARNAVAL
Judiciário de Rondônia funciona em regime de plantão até quarta-feira (18)
Naufrágio no Amazonas deixa dois mortos e sete pessoas desaparecidas
TRAGÉDIA
Naufrágio no Amazonas deixa dois mortos e sete pessoas desaparecidas
Assinado contrato para construção do Fórum Digital em Alto Alegre dos Parecis 
JUSTIÇA DE RONDÔNIA
Assinado contrato para construção do Fórum Digital em Alto Alegre dos Parecis 
Pós-Carnaval impulsiona pré-campanha ao Governo de Rondônia
OPINIÃO
Pós-Carnaval impulsiona pré-campanha ao Governo de Rondônia e amplia movimentações partidárias
FFER abre período de inscrições para competições do futebol de base
CAMPEONATO RONDONIENSE
FFER abre período de inscrições para competições do futebol de base
Filme Bom Futuro resgata memória do garimpo e protagonismo feminino esquecido pela história
CULTURA
Filme Bom Futuro resgata memória do garimpo e protagonismo feminino esquecido pela história
Prefeitura intensifica ações de prevenção no Carnaval com distribuição de 522 kits pelo SAE
JI-PARANÁ
Prefeitura intensifica ações de prevenção no Carnaval com distribuição de 522 kits pelo SAE
Publicidade MFM

Mais Lidas

1. Ex-prefeita é condenada à reclusão por desvio em convênio e deverá prestar serviços à comunidade
2. A curiosa “inspiração” de Marcos Rogério: Cassol, condenado e inelegível por fraudar licitações
3. Após filiação ao PSD, Marcos Rocha deixa recado: “Quem não entrar no nosso barco depois vai se arrepender”
4. O movimento raro de Expedito; grupo de Fúria passa por bombardeio; e a 364 sinônimo de tarifa alta
5. Marcos Rogério confirma pré-candidatura e fala sobre alianças: “É fazer o Estado voltar ao que foi na gestão Cassol”
Rondônia Dinâmica
  • E-mail: [email protected]
  • Fone: 69 3229-0169

Editorias

  • Política
  • Artigos & Colunas
  • Geral
  • Polícia
  • Interior
  • Brasil
  • Mundo
  • Esportes
  • Entretenimento

Sobre

  • Privacidade
  • Redação
  • Fale Conosco

Redes Sociais

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Pinterest
  • Youtube
  • Feed RSS

Copyright © Todos os direitos reservados | Rondônia Dinâmica