• Capa
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Artigos & Colunas
  • Polícia
  • Geral
  • Interior
  • + Editorias
    • Brasil
    • Mundo
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Vídeos
    • WebStories
  • Contato
JUSTIÇA

Acusados de manter mulher em situação análoga à escravidão viram réus

MPF diz que Maria de Moura trabalhou para família por 7 décadas

Por Agência Brasil
Publicada em 12/03/2024 às 11h49
Nos acompanhe pelo Google News

A Justiça Federal aceitou denúncia contra mãe e filho por manterem uma mulher em situação análoga à escravidão por anos. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), que ofereceu a denúncia, Maria de Moura trabalhava para a família de Yonne Mattos Maia e André Luiz Mattos há 7 décadas.

De acordo com o MPF, Maria era mantida como trabalhadora doméstica e executava jornadas exaustivas, não remuneradas, em condições degradantes, sem liberdade para se locomover e com sua capacidade de escolha restringida, em sua casa, no Rio de Janeiro.

Segundo a denúncia, Maria começou a trabalhar na fazenda dos pais de Yonne quando ainda tinha 12 anos de idade, no início da década de 1940, depois de ter sido chamada para “morar e brincar” com as crianças da família.

“Maria, ao contrário das crianças da Fazenda Estiva, nunca pôde estudar e serviu ao menos três gerações da família Mattos como trabalhadora doméstica, até seu resgate, em maio de 2022”, informou o MPF, por meio de nota divulgada em fevereiro deste ano, quando ofereceu a denúncia.

Ainda segundo o MPF, Maria, enquanto trabalhava com a família, foi alienada dos vínculos familiares e impedida de construir vínculos pessoais. Na pandemia da covid-19, segundo o Ministério Público, parentes de Maria teriam sido impedidos de visitá-la, o que suscitou o acionamento da Polícia Militar, em 2021.

Maria era mantida dentro de casa e não tinha chave, o que caracterizaria cárcere privado. Outra acusação é que a identidade e o cartão de benefício social de Maria eram mantidos sob guarda da família Mattos Maia. O caso tramita na 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

Ação trabalhista

A denúncia foi aceita pela 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro no dia 4 de março, mas, segundo a defesa da família Mattos Maia, seus clientes só foram notificados oficialmente pela Justiça nesta terça-feira (12).

O MPT acrescentou que, neste momento, aguarda-se um posicionamento da Justiça do Trabalho sobre um pedido da defesa para que Maria de Moura deponha no processo.

O MPT é contra o depoimento de Maria porque, segundo o Ministério Público, ela apresenta um quadro de demência e porque o processo versa sobre direito indisponível da trabalhadora. “O MPT tem a expectativa de que o processo siga para sentença em breve, já que tem preferência na tramitação”, informa nota divulgada pelo Ministério Público do Trabalho.

Defesa

O advogado Marcos Vecchi, que representa a família Mattos Maia, repudia todas as acusações imputadas a seus clientes. Segundo ele, o inquérito do Ministério Público é cheio de contradições e não permitiu que os acusados se defendessem dos fatos imputados a eles.

Segundo o advogado, a acusação de redução à condição análoga à de escravo é infundada e carece de bases sólidas. “Os denunciados jamais estiveram envolvidos em práticas que configurem tal crime, e estamos confiantes de que isso será esclarecido de forma inequívoca durante o processo. Da mesma forma, refutamos as acusações de coação no curso do processo e de apropriação de rendimentos de pessoa idosa, conforme estabelecido no Estatuto do Idoso”, informa nota divulgada pelo advogado.

De acordo com Vecchi, a relação entre os acusados e Maria de Moura era de natureza familiar, marcada por afeto e respeito mútuo, e que a vítima vivia em condições dignas, com acesso à alimentação, medicamentos, acompanhamento médico de sua saúde e lazer.

Segundo ele, Maria nunca foi submetida a trabalho forçado e as tarefas domésticas realizadas eram compatíveis com sua idade e condição física, e que isso não configurava trabalho em sentido jurídico.

Além disso, a defesa afirma que Maria nunca foi coagida ou ameaçada pelos acusados e que ela tinha liberdade para ter uma vida normal. Portanto, Vecchi defende a família afirmando que a alegação de cárcere privado é absurda.

“A aposentadoria da Sra. Maria de Moura, recebida há mais de 20 anos, comprova sua inserção no mercado de trabalho e independência financeira, desmentindo a tese de trabalho análogo à escravidão. O pagamento do imóvel em Vassouras e o auxílio financeiro à família demonstram a autonomia e responsabilidade da Sra. Maria de Moura”, informa nota divulgada pela defesa.

Geral JUSTIÇA
Imprimir imprimir
 
Leia Também
Em Calama, projeto Rede de Proteção encerra operação no Baixo Madeira
JUSTIÇA
Em Calama, projeto Rede de Proteção encerra operação no Baixo Madeira
Prefeitura de Porto Velho mantém serviços de limpeza em vários pontos da cidade
CIDADE LIMPA
Prefeitura de Porto Velho mantém serviços de limpeza em vários pontos da cidade
STF suspende julgamento de lei que proíbe jogos de azar
CONTRAVENÇÕES PENAIS
STF suspende julgamento de lei que proíbe jogos de azar
Em Calama, projeto Rede de Proteção encerra operação no Baixo Madeira
JUSTIÇA
Em Calama, projeto Rede de Proteção encerra operação no Baixo Madeira
Prefeitura de Porto Velho mantém serviços de limpeza em vários pontos da cidade
CIDADE LIMPA
Prefeitura de Porto Velho mantém serviços de limpeza em vários pontos da cidade
STF suspende julgamento de lei que proíbe jogos de azar
CONTRAVENÇÕES PENAIS
STF suspende julgamento de lei que proíbe jogos de azar
CNC: endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência cai
ECONOMIA
CNC: endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência cai
Prefeitura de Porto Velho convoca 51 professores aprovados em processo seletivo para reforçar a rede municipal de ensino
CONVOCAÇÃO
Prefeitura de Porto Velho convoca 51 professores aprovados em processo seletivo para reforçar a rede municipal de ensino
MPF firma acordo para assegurar cumprimento da legislação sobre transporte de cargas por empresa em Rondônia
Ação
MPF firma acordo para assegurar cumprimento da legislação sobre transporte de cargas por empresa em Rondônia
Trabalho inédito vai garantir água potável para comunidades do Baixo Madeira 
SUPER EL NIÑO
Trabalho inédito vai garantir água potável para comunidades do Baixo Madeira 
Audiência pública vai apresentar projetos de modernização da BR-364 em Vilhena
INFRAESTRUTURA
Audiência pública vai apresentar projetos de modernização da BR-364 em Vilhena
Falso vídeo de Lula apoiando Marcos Rogério é retirado do ar por ordem judicial
Justiça Eleitoral
Falso vídeo de Lula apoiando Marcos Rogério é retirado do ar por ordem judicial
Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets em 2025
ECONOMIA
Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets em 2025

Mais Lidas

1. Caiado tem menor distância para Lula entre nomes da direita testados pela Vox Brasil
2. Confúcio desiste do Senado e deixa o MDB na mão; Abib é prejudicado; e Rogério e Hildon prometem hospital
3. Porto Velho dá primeiro passo para tornar a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré Patrimônio Mundial da Unesco
4. Saída de Confúcio abre espaço para renovação, Abib perde força no MDB e PSD realiza convenção
5. TCE-RO renova prazo e alerta prefeitos, secretários e controladores sobre risco de multa
Rondônia Dinâmica
  • E-mail: [email protected]
  • Fone: 69 3229-0169

Editorias

  • Política
  • Artigos & Colunas
  • Geral
  • Polícia
  • Interior
  • Brasil
  • Mundo
  • Esportes
  • Entretenimento

Sobre

  • Privacidade
  • Redação
  • Fale Conosco

Redes Sociais

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Pinterest
  • Youtube
  • Feed RSS

Copyright © Todos os direitos reservados | Rondônia Dinâmica