A união entre pesquisa, poder público e iniciativa privada tem papel fundamental no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento da produção rural. Esse compromisso marcou o Dia de Campo da Mandioca, realizado nesta sexta-feira (6), no distrito de Nova Mutum Paraná, em Porto Velho (RO), pela Embrapa Rondônia, em parceria com a Jirau Energia, a Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric), a Emater e demais parceiros.
A importância da iniciativa ganha ainda mais destaque diante dos números da produção, de acordo com dados do IBGE de 2025, Porto Velho ocupa o primeiro lugar em produção e área plantada de mandioca em Rondônia, com 135.420 toneladas produzidas em uma área de 7.140 hectares.
O prefeito Léo Moraes ressaltou a importância de incentivar iniciativas que aproximam o conhecimento técnico da realidade dos agricultores e fortalecem a economia rural.
“Investir em pesquisa, tecnologia e parcerias é fundamental para fortalecer a agricultura familiar. Nosso objetivo é criar oportunidades para os produtores, ampliar a produtividade e garantir melhores condições de trabalho e renda para quem vive do campo”.
Durante a programação, produtores rurais, técnicos e estudantes participaram de quatro estações técnicas sobre cultivares e preparo do solo, pragas, custo de produção e vassoura-de-bruxa da mandioca.
Participantes conheceram técnicas de cultivo, manejo de pragas e custos de produção
Para o secretário municipal de Agricultura, Douglas Bener, a iniciativa contribui diretamente para o fortalecimento de uma atividade estratégica para o município. “Porto Velho é o maior produtor de mandioca de Rondônia. Eventos como esse levam conhecimento e tecnologia aos produtores e ajudam a aprimorar ainda mais a produção”.
Um dos principais diferenciais do encontro foi a apresentação de experiências que mostram como a pesquisa pode transformar a realidade das propriedades rurais. Entre elas, o cultivo da mandioca em Sistemas Agroflorestais (SAFs), associado a espécies como andiroba, açaí e cacau, demonstrando alternativas para aproveitar melhor a terra, preservar o solo e diversificar a renda.
O pesquisador Francisco das Chagas Leônidas destacou a importância dessa experiência. “Estamos mostrando que é possível produzir mandioca em sistemas agroflorestais, mantendo o solo saudável e garantindo renda ao agricultor enquanto outras culturas se desenvolvem”.
A iniciativa também chamou a atenção do produtor rural Leonardo Santana, de Nova Mutum Paraná, que cultiva café e mandioca. “É bom demais. A gente aproveita o terreno, planta mais uma cultura e aprende cada vez mais”.
Para Alisson Alberto de Almeida, analista de transferência de tecnologia da Embrapa, o Dia de Campo cumpre uma missão essencial, levar o conhecimento desenvolvido pela pesquisa até quem está na propriedade. “É o momento de apresentar tecnologias e materiais que podem aumentar a produtividade e a rentabilidade dos produtores da região”.
Pesquisa apresenta cultivo consorciado de mandioca para preservar o solo e diversificar a renda
A participação dos parceiros reforça que o desenvolvimento rural depende de trabalho conjunto e continuidade das ações no campo.
De acordo com Analista de Socioeconomia da Jirau Energia, Miguel Ângelo do Amaral Lins essa parceria com a Embrapa já soma aproximadamente 15 anos, com iniciativas voltadas à avaliação de materiais adaptados às condições de Rondônia e à transferência de conhecimento aos agricultores. “Nosso objetivo é gerar renda, aumentar a produtividade e fazer com que a pesquisa chegue à ponta, ao produtor”.
Já diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural e Técnicas Agrícolas da Semagric, Herlan Alves Lopes, destacou o investimento em tecnologia e pesquisa por meio das parcerias institucionais. A integração entre Embrapa, Semagric, Jirau Energia, Emater, Sebrae e produtores fortalece a cadeia produtiva da mandioca, estimula a adoção de práticas sustentáveis e amplia as oportunidades para quem vive da agricultura. Mais do que apresentar tecnologias, o Dia de Campo demonstra que aproximar instituições e agricultores é essencial para construir uma produção mais eficiente, rentável e preparada para os desafios do futuro.


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