A Ucrânia acusou a Rússia de ter realizado um bombardeio nesta sexta-feira (4) contra o quartel general do Serviço de Segurança ucraniano (SBU), em Kiev, e de tentar assassinar o chefe de Inteligência do país. O ataque deixou 12 feridos, segundo o governo da capital.
O governo da Ucrânia afirmou que o ataque representou uma escalada "de grandes proporções" na guerra, e o presidente Volodymyr Zelensky prometeu dar uma resposta "apropriada, concreta e proporcional" à Rússia.
Zelensky disse que o drone que atingiu o QG do SBU teve como alvo o gabinete do major-general Oleksandr Poklad, chefe da agência. Ele acrescentou com conversou com Poklad após o ataque.
A Rússia não havia se manifestado de forma oficial sobre o incidente e a acusação até a última atualização desta reportagem.
O Serviço de Segurança ucraniano é a principal agência de Inteligência da Ucrânia. Antiga filial da KGB soviética, o SBU é fundamental para os esforços de guerra ucranianos e está por trás de diversas operações contra a Rússia, sendo a principal delas a "Operação Teia de Aranha", que destruiu dezenas de jatos em diversas bases militares russas, em junho de 2025.
Uma espessa coluna de fumaça preta subiu sobre o céu da região central de Kiev após o ataque, e diversas ambulâncias responderam no local. Ainda não se sabia se membros do SBU ficaram feridos até a última atualização desta reportagem, porque os feridos não tiveram suas identidades reveladas.
Durante a guerra, prédios do governo ucraniano raramente foram alvejados ou danificados em ataques com drones e mísseis. Com isso, o SBU é um dos alvos de maior importância a serem atingidos durante o conflito, que já dura quatro anos e meio sem perspectiva de terminar.
O ataque ocorre dias antes de uma visita à Ucrânia e à Rússia dos enviados especiais do governo Trump para tentar solucionar o conflito, Steve Witkoff e Jared Kushner, que devem chegar a Kiev neste final de semana. Zelensky, no entanto, disse que a agressão desta sexta é a "rejeição da diplomacia". Além disso, atualmente não há indícios de que negociações concretas estejam em andamento.


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