O candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid (PL) subiu o tom contra o ministro Alexandre de Moraes e defendeu uma atuação mais firme do Senado diante do Supremo Tribunal Federal. Em entrevista ao Bora Rondônia, da Rondovisão TV, afiliada da Band em Rondônia, conduzida pelo jornalista Marcelo Reis, Bruno colocou o tema no centro da conversa e afirmou que o próximo Senado terá papel decisivo no equilíbrio entre os Poderes.
Logo no início da entrevista, o candidato foi direto:
“Ou a gente tira o Alexandre de Moraes do Supremo, ou o Supremo vai acabar com esse país.”
Ao longo da conversa, Bruno afirmou que o Senado precisa deixar de assistir passivamente aos conflitos envolvendo o Judiciário e exercer as prerrogativas previstas na Constituição. Para ele, a mudança depende também da composição política que sairá das urnas.
“A gente precisa mandar pro Congresso quem tenha coragem de enfrentar uma corte que está desqualificando o que nós somos como país.”
Questionado por Marcelo Reis sobre o que faria no Senado, Bruno também criticou a atual condução da Casa e afirmou que é necessário formar uma maioria disposta a mudar a relação do Congresso com o Supremo.
“A gente precisa eleger a maioria de fato ideológica [...] A gente tem que ter a presidência do Senado para devolver o Brasil ao brasileiro.”
O candidato relacionou diretamente sua própria candidatura a essa disputa política. Ao mencionar a saída de Marcos Rogério do Senado para disputar o Governo de Rondônia, Bruno afirmou que pretende ocupar esse espaço com uma postura de enfrentamento em Brasília.
“Tá indo um bolsonarista de fato pra lá pra fazer o serviço que o brasileiro precisa que seja feito. Enfrentar esse sistema.”
Bruno também voltou a questionar decisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Na entrevista, sustentou sua posição de que os processos conduzidos por Moraes deveriam ser revistos por outro ministro e reiterou críticas aos julgamentos realizados após os episódios em Brasília. As declarações representam o entendimento político do candidato sobre o tema.
Para Bruno, o eleitor precisa observar não apenas os recursos que um senador pode levar para Rondônia, mas também a postura que esse parlamentar terá nas grandes decisões nacionais.
“Você tem que mandar pro Congresso alguém que tem opinião definida.”
A mesma linha apareceu nas considerações finais. Bruno afirmou que pretende atuar em Brasília em pautas ligadas à segurança, redução de impostos, defesa das famílias e fiscalização dos demais Poderes. Entre os pontos citados, voltou a mencionar diretamente o Supremo e Alexandre de Moraes.
Na entrevista, o candidato ainda falou sobre saúde, emendas parlamentares, setor produtivo, fiscalização ambiental, BPC para mães de pessoas com deficiência e escala 6x1. Mas foi no enfrentamento político em Brasília que Bruno deixou sua mensagem mais contundente: para ele, o Senado precisa recuperar protagonismo e exercer seu poder constitucional diante do Supremo.
“Meu acordo político é com o Brasil, com o rondoniense e com Rondônia.”


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