Estamos a 15 dias das eleições gerais para escolha dos novos governantes, presidência da República, governadores, além de duas das três vagas de cada Estado ao Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas. Não teremos eleições municipais (prefeito e vereador), que ocorreram em 2024, e os eleitos e reeleitos estão empossados desde janeiro de 2025.
Votar é a única “arma” que a população tem para escolher seus governantes. A cada 4 anos (teremos mudanças para as eleições posteriores, inclusive o fim da reeleição e mandatos de 5, e não 4 anos), o cidadão que esteja regularizado com a Justiça Eleitoral escolhe seus governantes, seja para cargos executivos (presidente da República, governadores e prefeitos) ou legislativos (senador, deputados federais e estaduais e vereadores).
Através do voto direto, que é obrigatório a partir dos 18 anos, o eleitor tem condições de escolher as pessoas qualificadas para os cargos em disputa. Isso vale também para as pessoas com 16 e 17 anos a completar até a data da votação. A regra é também para 18 anos, mas nesse caso o voto é obrigatório.
Dos 18 aos 70 anos, o voto é obrigatório. A partir dos 70 anos, é facultativo. É fundamental que o político tenha consciência dessas regras, pois terá um leque maior de como se preparar para a campanha.
A partir de hoje (15), temos duas semanas para cumprir nossa obrigação constitucional, que é a de votar. No Brasil, temos mais de 158 milhões de cidadãos em condições de votar. Rondônia tem mais de 1,6 milhão de eleitores aptos a votar este ano.
Um dos problemas para os candidatos é a conscientização do eleitor sobre como deverá proceder no local de votação. A expectativa de abstenção é elevada, além dos votos nulos e brancos. O eleitor terá que realizar seis operações no local de votação: sendo o primeiro voto para deputado federal, para deputado estadual, primeiro voto para senador, depois o segundo, para governador e, por fim, para presidente da República. A cada nome, é necessário apertar a tecla “confirma”.
A maioria dos eleitores brasileiros está preparada?
O candidato, não importa o cargo, deve trabalhar na orientação do eleitor. A maioria deve levar uma “cola”, ou seja, um resumo do que terá que fazer na frente da urna eletrônica, para que o voto não seja anulado.
A maior parte do eleitorado ainda não está com o voto definido. Antes das eleições, teremos debates no rádio, em sites e na TV, que influenciam de forma direta o eleitor. Por isso, em muitas eleições, um candidato que não estava muito bem cotado nas pesquisas sobe rapidamente e acaba, na maioria das vezes, sendo o vencedor.
Além de presidente da República e das duas vagas ao Senado, o eleitor terá que escolher quem será o futuro governador, os oito deputados federais e os 24 deputados estaduais. Seis federais concorrem a um novo mandato e, no Parlamento Estadual, 21 dos 24 querem permanecer por mais 4 anos na Casa do Povo.
Para o Governo do Estado, temos seis candidatos em uma disputa bastante acirrada. A maioria está em condições de governar a partir de 2027, pois aparece bem nas pesquisas e enquetes realizadas pela mídia regional e por empresas especializadas. Diante desse equilíbrio, é fundamental que as campanhas tenham consciência de que não há perspectiva de definição no primeiro turno. Como o segundo turno é inevitável, os candidatos precisam “trabalhar” para se consolidarem entre os dois mais votados e já começarem a negociar, conforme exige o processo político-eleitoral, os apoios para a segunda etapa, que ocorrerá no dia 25 de outubro.
Já na busca das duas vagas ao Senado, a disputa também é equilibrada. São dez candidatos concorrendo e, no mínimo, 50% deles têm reais condições de sucesso. Alguns são mais experientes, pois já enfrentaram as urnas em eleições anteriores; outros são novatos, mas que podem surpreender, pois não estão na disputa apenas para fazer número. Cada um tem seu propósito e seus projetos.
O eleitor também deve ser incentivado a votar. No segundo turno das eleições para prefeito de Porto Velho, em 2024, a abstenção foi de 27,58% e, com mais cerca de 10% de nulos e brancos, os votos não contabilizados ultrapassaram os 37%. O número é muito elevado para quem tinha que votar somente para prefeito no segundo turno.
É fundamental que os candidatos e seus parceiros sejam competentes, seguros e objetivos nessas duas semanas que antecedem as eleições, conscientizando e orientando o eleitor.
Após a abertura das urnas, não há como alterar o resultado. A hora H está chegando...


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