O candidato ao Governo de Rondônia Hildon Chaves (União Brasil) respondeu às especulações sobre seu estado de saúde, admitiu dificuldades pontuais para encontrar palavras durante debates e negou qualquer comprometimento neurológico. Em entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, o ex-prefeito de Porto Velho também elevou o tom contra adversários, afirmou que não fará “conchavos escusos” para governar e disse que a administração anterior de Cacoal deixou o município “praticamente quebrado”, numa referência ao candidato Adailton Fúria (PSD).
O estado de saúde de Hildon entrou no centro da entrevista após Robson citar rumores que passaram a circular depois de suas participações em debates eleitorais. O candidato afirmou acreditar que possa ter sido infectado pela Covid-19 de forma assintomática durante a pandemia e relacionou a isso episódios em que demora a encontrar determinadas palavras. Disse, porém, que a situação nunca prejudicou sua rotina e rejeitou a hipótese de problema neurológico.
“Às vezes realmente falha alguma palavra. Então, realmente, isso é um fato. Mas isso não me impede, de maneira nenhuma, de governar.”
Questionado diretamente se estava neurologicamente bem, Hildon respondeu: “Absolutamente”. O ex-prefeito também reconheceu que teve desempenho ruim em pelo menos um momento de debate e admitiu ter se perdido após uma mudança na dinâmica do programa. “Eu me atrapalhei. Realmente me atrapalhei”, afirmou. Ao final da entrevista, voltou espontaneamente ao assunto e declarou: “Gente, eu tô muito bem”.
A entrevista também teve recados ao ambiente político. Ao defender sua experiência administrativa, Hildon afirmou que pretende repetir no Governo a forma como diz ter conduzido a Prefeitura de Porto Velho e declarou que não aceitará acordos que considere impróprios para garantir sustentação política.
“Eu não vou vender a minha alma, eu não vou fazer conchavos escusos.”
O ataque mais direto veio quando Hildon comparou a experiência administrativa dos candidatos. Sem citar inicialmente o nome de Fúria, disse que apenas dois concorrentes ao Governo já haviam comandado prefeituras e afirmou que um deles governou por “cinco anos e três meses” e entregou o município “praticamente quebrado”. Na sequência, mencionou Cacoal e disse que a cidade “passa por sérias dificuldades”. A declaração foi uma referência a Adailton Fúria, ex-prefeito do município.
“Um foi prefeito por cinco anos e três meses e entregou o município praticamente quebrado.”
“Cacoal passa por sérias dificuldades, porque dinheiro não aceita desaforo. Tem que ter responsabilidade.”
Hildon ainda usou sua passagem de oito anos pela Prefeitura de Porto Velho como contraponto. Disse ter deixado obras com recursos assegurados e R$ 100 milhões de uma operação de crédito à disposição da gestão seguinte, além de defender controle de gastos como elemento central de uma administração. Na entrevista, o candidato também tratou de saúde pública, segurança, pedágios da BR-364 e da situação financeira do Governo de Rondônia.
Assista na íntegra:


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