As eleições gerais de 2026 estão se aproximando. Estamos iniciando o mês de agosto, e o primeiro turno será em 4 de outubro, ou seja, estamos a pouco mais de dois meses de os brasileiros reelegerem ou elegerem o presidente da República, os governadores e seus respectivos vices; duas das três vagas de cada estado e do Distrito Federal no Senado, além dos representantes da Câmara Federal e das assembleias legislativas. Só não teremos eleições para prefeito e vereador, realizadas em outubro de 2024, com os reeleitos e eleitos exercendo os cargos desde janeiro de 2025.
Inúmeros partidos e federações — não temos mais coligações — já realizaram suas convenções para a escolha dos candidatos aos vários cargos que estarão em disputa. Elas tiveram início no dia 20 de julho e serão encerradas na quarta-feira (5). A entrega das atas será encerrada no dia 15 e, a partir do dia seguinte, terá início a campanha eleitoral.
Em Rondônia, vários militantes partidários estarão participando de convenções, pois o prazo final está chegando, e a Justiça Eleitoral é rígida. Já temos surpresas, como a desistência do senador Confúcio Moura, presidente regional do MDB, de concorrer à reeleição, anunciada em comunicado aberto à população.
Confúcio é um dos políticos mais experientes de Rondônia. Já foi prefeito de Ariquemes mais de uma vez, deputado federal, governador por dois mandatos seguidos e, agora, senador. É polêmico porque nem sempre é o que aparenta publicamente. Sua decisão de “roer a corda”, após ser o nome politicamente mais qualificado para buscar um novo mandato e garantir o importante espaço político para o partido que preside em nível estadual, demonstra a sua maneira de fazer política.
É da maior importância que os políticos conscientizem o eleitorado sobre a importância de votar. O eleitor terá que votar seis vezes: para presidente da República, governador, dois candidatos ao Senado, deputado federal e deputado estadual. Nas eleições municipais de 2024, para prefeito e vereador, a abstenção em Rondônia foi superior a 25%, número já considerado elevado para uma eleição na qual o eleitor votou duas vezes. A deste ano, com certeza, será maior, e isso preocupa.
Durante a campanha eleitoral, é essencial que os candidatos se preocupem com o comparecimento do eleitor aos locais de votação. A cada eleição, nota-se um percentual maior de abstenção, e a expectativa para este ano não é diferente.
A primeira grande baixa nas eleições de 2026 é a desistência de Confúcio, que abre um enorme espaço no grupo de eleitores de centro-esquerda. Não se tem um nome consolidado para disputar o cargo. Das três vagas de Rondônia no Senado, duas são ocupadas por políticos de centro-direita: Marcos Rogério, que preside o PL no estado e é candidato a governador, e Jaime Bagattoli (PL), que tem mais quatro anos de mandato.
Com a desistência de Confúcio, caso o ex-senador e presidente estadual do PDT, Acir Gurgacz, consiga a elegibilidade, seu nome ganha força, porque tem trânsito na direita e na esquerda. Ou seja, sendo candidato, seu nome se consolida como um dos favoritos para ocupar uma das duas vagas do Senado, porque já provou que é bom de votos quando se elegeu prefeito de Ji-Paraná e senador.
Os nomes cotados para as duas vagas ao Senado já trabalham na busca dos votos de Confúcio. Acir, concorrendo, terá uma boa parte do eleitorado do senador. Temos na disputa os deputados federais Sílvia Cristina, presidente do PP no estado, e Fernando Máximo (PL). São considerados nomes de ponta. Máximo foi o mais bem votado em 2022, com mais de 85 mil votos, e Sílvia foi a segunda, com mais de 64 mil.
No mesmo segmento, mas de extrema-direita, temos Bruno “Bolsonaro” Scheidt (PL) e, de centro-direita, a ex-vereadora de Porto Velho e ex-deputada federal Mariana Carvalho (Republicanos). Quem também poderá receber os votos dos eleitores de Confúcio é o ex-secretário de Estado das Finanças Luís Fernando (PSD), que tem o apoio do governador Marcos Rocha. O governador preside o partido no estado e, na disputa por sua sucessão, dá suporte ao ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria, candidato do seu partido.
Já com relação à disputa pela sucessão estadual, não há dúvida de que Marcos Rogério também deverá ser favorecido. É um candidato de extrema-direita, mas com condições de conseguir votos junto ao pessoal de centro, o conhecido Centrão, que estaria com Confúcio, que é de centro-esquerda.
Como temos uma boa parte da próxima semana para que os partidos e as federações realizem convenções, certamente teremos outras mudanças no quadro eleitoral, como já ocorreu com a — nem tão surpreendente — renúncia de Confúcio à disputa pela reeleição, deixando o partido que dirige no estado meio que à deriva nas eleições gerais deste ano em relação à disputa pelo Senado.
Até quarta-feira (5), outras notícias relacionadas às eleições de outubro ocuparão as manchetes dos veículos de comunicação do estado. São as eleições gerais ocupando a maior parte do noticiário político, e não poderia ser diferente, pois, até 4 de outubro, elas serão o “prato do dia”.


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