Escolhido pelo PL para disputar uma das vagas de Rondônia no Senado, Bruno Bolsonaro Scheid destacou a contribuição de produtores rurais, empresários, voluntários e milhares de doadores para a manutenção dos atendimentos realizados pelo Hospital do Amor.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Bruno relembrou reportagem segundo a qual o agro chegou a responder por 70% das doações recebidas pelo Hospital do Amor. Para ele, o dado demonstra a dimensão da contribuição do setor produtivo e reforça a necessidade de reconhecer quem abre mão de parte da própria produção para ajudar pacientes de diferentes regiões do país.
“O Hospital do Amor não tem dono. Não é de A ou de B”, afirmou Bruno, ao rejeitar qualquer tentativa de transformar a instituição ou as ações solidárias em patrimônio de grupos e agentes políticos.
Na avaliação dele, o protagonismo deve permanecer com quem realmente contribui. Bruno citou o exemplo dos pecuaristas que retiram um bezerro de suas propriedades para doar a leilões beneficentes, muitas vezes mesmo diante das dificuldades enfrentadas no campo.
Segundo ele, esses produtores precisam conhecer o resultado concreto da própria solidariedade. Saber que um animal doado ajudou a custear o atendimento de alguém que nunca conheceram pode fortalecer o vínculo com a instituição e estimular novas contribuições.
“Você que deu um bezerro salvou a vida da Maria que você não conhece. Como é que ele se sente? Não tem ninguém falando isso para quem paga a conta”, declarou.
Para Bruno, reconhecimento não é apenas uma homenagem. É uma forma de motivar produtores, empresários e voluntários a permanecerem envolvidos com a causa. Quanto mais o doador souber sobre o impacto provocado por sua contribuição, maior será a capacidade de mobilização em favor do hospital.
O pecuarista também defendeu que representantes públicos atuem como instrumentos de aproximação entre a sociedade e a instituição, sem tomar para si o mérito das doações. Na visão dele, o papel político deve ser abrir portas, fortalecer parcerias e ampliar a arrecadação.
“Se eu estiver em uma cadeira pública, nós vamos dobrar a arrecadação do Hospital do Amor. Vamos dar mérito para quem tem mérito, e não para o agente político”, afirmou Bruno.
A declaração reforça uma das bandeiras defendidas por Bruno Bolsonaro Scheid: valorizar o setor produtivo e transformar a representação política em uma ferramenta para fortalecer iniciativas que já nascem da própria sociedade.
Para Bruno, o Hospital do Amor está acima de partidos, autoridades ou projetos pessoais. A instituição pertence à causa que representa — e o reconhecimento deve chegar a quem, silenciosamente, ajuda a mantê-la funcionando.


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