Prof. Me. Herbert Lins – MTE 1143
O roteiro do antissistema
CARO LEITOR, causa indignação o roteiro político que a extrema-direita insiste em repetir: fabricar uma candidatura “antissistema”, abraçar pautas de costumes, invocar a defesa da família e, ao mesmo tempo, naturalizar o sexismo e a submissão feminina. Mais grave ainda é instrumentalizar a Bíblia e a fé cristã como ferramentas de controle das massas. O método se completa com a construção de uma rede de ódio, ataques às instituições, questionamentos à democracia, apresentação de dossiês falsos, disseminação de fake news e acusações de fraude eleitoral. Quando as urnas contrariam o discurso, a derrota deixa de ser aceita e passa a ser tratada como conspiração. O roteiro chega ao absurdo de transformar episódios violentos e atentados em peças de mobilização política. Democracia não pode ser palco para manipulação, mentira e culto à violência.
Marca
Entre a briga com Michelle Bolsonaro (PL-DF), a escolha do vice, o tarifaço dos EUA e a ligação com Daniel Vorcaro, outra trapalhada marcou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e movimentou o cenário eleitoral no dia de ontem (13).
Avisado
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceu filiado ao Missão na reta final dos registros eleitorais, impedindo seu cadastro pelo PL do registro de sua candidatura a Presidência da República. O Missão diz ter avisado o partido dez dias antes; o PL atribui o caso a um ataque hacker.
Restabeleceu
O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, restabeleceu o registro de Flávio Bolsonaro no PL e liberou sua candidatura à Presidência da República. Assim, o episódio não impede, neste momento, sua participação na disputa presidencial deste ano.
Percalços
Apesar dos percalços enfrentados pelo filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), uma eventual ausência de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Palácio do Planalto poderia representar um duro golpe político a democracia ao tentar exclui-lo da disputa.
Sistema
A filiação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Missão alimentou o discurso de que o “sistema” tentaria barrar sua candidatura. A narrativa, porém, perdeu força após Kássio Nunes Marques, ministro do TSE, restabelecer de imediato sua filiação ao PL.
Suposta
Se a suposta invasão ao sistema Filia web do TSE tivesse impedido a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o episódio seria grave. O Missão afirma que alguém do diretório do Rio acessou o sistema com login e senha e alterou a filiação. O caso exige investigação.
Saúde
O TCE-RO apontou graves falhas na saúde estadual em 2025, com reflexos na assistência materno-infantil. Rondônia registrou a segunda pior mortalidade infantil do país, cenário que virou munição política na disputa pelo Governo.
Crítica
O candidato a governador Hildon Chaves (União) classificou como “inaceitável” os indicadores de mortalidade infantil e atribuiu a perda de vidas à incompetência administrativa. O candidato defendeu a regionalização da saúde e a construção de hospitais a exemplo do novo João Paulo II.
Colapso
O relatório expôs números preocupantes: 74% das mortes de bebês poderiam ter sido evitadas e a mortalidade materna chegou a 62 casos por 100 mil nascimentos. Para o candidato a governador Hildon Chaves (União), a centralização da saúde cobra um preço alto.
Nenhum
Incrível é que nenhum outro candidato ao Governo, além de Hildon Chaves (União), demonstrou preocupação com os indicadores de mortalidade infantil em Rondônia. Nem mesmo os nomes da esquerda. É um dado que o eleitor precisa observar.
Denunciava
O prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), já denunciava os índices de mortalidade infantil quando ainda era pré-candidato ao Governo. Flori acompanhava os relatórios do TCE-RO e dizia ter uma radiografia dos problemas da saúde estadual.
Defesa I
Adailton Fúria (PSD), que já foi parlamentar e se apresenta como “prefeito da saúde” após inaugurar um hospital ainda fechado por falta de orçamento, também não saiu em defesa da gestão de seu padrinho político, o governador Coronel Marcos Rocha (PSD).
Defesa II
Falando em defesa, a coluna recebeu inúmeras mensagens de leitores afirmando que o candidato Adailton Fúria (PSD) estaria escondendo o ex-senador Expedito Júnior (PSD). Considero essa avaliação injusta: Expedito foi um dos parlamentares mais atuantes de Rondônia no Congresso.
Experiência
Expedito Júnior acumulou experiência como deputado federal e senador, mas nunca teve a oportunidade de disputar o Executivo para demonstrar sua capacidade de gestão e entrega direta. Sua trajetória política merece ser considerada nesse contexto.
Confirmou
“Pirulito Baby” confirmou o registro da candidatura ao Governo de Rondônia. Em entrevista a Paulo Amorim, do SGC, o candidato a governador Pedro Abib (MDB) negou os rumores de desistência e afirmou que segue firme na disputa pelo Palácio Rio Madeira.
Atraso
Segundo Pedro Abib (MDB), o atraso no registro de candidatura ocorreu porque seu vice, Mauro Santos, demorou a entregar a documentação necessária para formalizar a chapa junto à Justiça Eleitoral.
Aparece
Samuel Costa (PSB) aparece entre os candidatos ao Governo com maior patrimônio declarado. Segundo os dados citados do TSE, seus bens passaram de zero em 2014 para R$ 3,6 milhões em 2026, uma evolução patrimonial expressiva.
Curso
Diante dessa evolução, fica a provocação da coluna: o socialista Samuel Costa poderia escrever o livro “Do zero ao primeiro milhão” e lançar um curso sobre como multiplicar o patrimônio entre eleições, mesmo sem ter exercido mandato ou ocupado cargo público.
Patrimônio I
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-senador Acir Gurgacz (PDT) criticou políticos que, segundo ele, chegaram à vida pública sem patrimônio e, após anos de mandato, se tornaram fazendeiros. A declaração reacende o debate sobre a evolução patrimonial de agentes públicos.
Patrimônio II
Acir Gurgacz (PDT) declarou ao TSE patrimônio de R$ 14,9 milhões, alta de 37% desde 2014. Mas há uma ressalva importante: diferentemente de outros casos, Acir já ingressou na vida pública com patrimônio elevado.
Coerência
A fala do ex-senador Acir Gurgacz (PDT) coloca a lupa sobre um tema incômodo: como explicar patrimônios que crescem muito acima da renda oficial de políticos? A cobrança por transparência, coerência e fiscalização deve valer para todos, sem distinção de partido ou ideologia.
Incômodo
Falando em incômodo, o ex-senador Acir Gurgacz (PDT) lançou o ex-vice-governador e ex-deputado estadual Airton Gurgacz (PDT) à Câmara Federal. A estratégia é ajudar o PDT a superar a cláusula de desempenho e evitar que a legenda fique nanica neste pleito.
Valer
Em conversa com a coluna, Airton Gurgacz (PDT) garantiu que sua candidatura é para valer e deverá ser impulsionada pela disputa de Acir Gurgacz (PDT) ao Senado. A dobradinha dos Gurgacz, porém, já começa a incomodar adversários e aliados na corrida eleitoral.
Atrapalha
Acir Gurgacz (PDT) no Senado mexe diretamente com os planos de Silvia Cristina (PP) e Bruno Bolsonaro Scheid (PL). Os três disputam o mesmo colégio eleitoral de Ji-Paraná, onde cada voto terá peso estratégico na definição das duas vagas ao Senado.
Apelo
Acir Gurgacz mantém forte apelo em Ji-Paraná ao associar sua trajetória à duplicação da BR-364, ao viaduto no perímetro urbano e a outras obras estruturantes no município em voga. São credenciais que pretende transformar novamente em votos na disputa pelo Senado.
Bandeira
Silvia Cristina (PP) chega à disputa carregando bandeiras com forte apelo regional, como a implantação do Centro de Diagnóstico e Prevenção ao Câncer, ligado ao Hospital de Amor, além de recursos para o IFRO de Ji-Paraná e entidades sociais a exemplo da APAE.
Escolhido
Bruno Bolsonaro Scheid (PL) entra na corrida como nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Senado. Seu discurso aposta no bolsonarismo, na defesa de pautas conservadoras e na promessa de enfrentar o STF com maior contundência.
Ji-Paraná
Airton Gurgacz (PDT) na disputa pela Câmara Federal pode frear o crescimento de Jesualdo Pires (PP) em Ji-Paraná. O ex-prefeito tenta voltar à política, mas enfrenta uma nominata pesada na Federação União Progressista (UP) por conta dos deputados federais Mauricio Carvalho e Thiago Flores, ambos do União.
Célio
Célio Lopes, ex-candidato a prefeito de Porto Velho, trocou o PDT pelo União Brasil para disputar a Câmara Federal. A entrada de Airton Gurgacz (PDT) como candidato a deputado federal pode reduzir seu espaço eleitoral, sobretudo entre funcionários da EUCATUR, familiares e lideranças ligadas aos Gurgacz.
Agradece
A coluna agradece as inúmeras mensagens recebidas de policiais militares, civis, penais e bombeiros militares após a publicação de ontem (13), que abordou o déficit de efetivo nas forças de segurança e outros desafios da área.
Compromisso
Nosso papel é dar voz aos fatos, expor a realidade e levar ao conhecimento da sociedade os problemas que impactam diretamente a segurança pública. O compromisso da coluna é com a informação, a transparência e o interesse público.
Sério
Falando sério, a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição é importante para evitar questionamentos sobre o processo eleitoral. A hipótese de uma articulação deliberada da filiação ao Missão para criar a imagem de “vítima do sistema”, porém, é uma acusação que exige provas e não pode ser tratada como fato.


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