A Rússia acumulou cerca de 1,4 milhão de baixas desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, segundo um estudo divulgado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), dos Estados Unidos.
O número inclui militares mortos, feridos e desaparecidos. Desse total, entre 400 mil e 450 mil soldados morreram em combate, de acordo com a pesquisa.
O estudo aponta que esse é o maior volume de perdas sofrido por uma grande potência em um conflito desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo o levantamento, as mortes russas na Ucrânia superam em mais de nove vezes o total registrado pela União Soviética e pela própria Rússia em todas as guerras travadas desde 1945.
Segundo o CSIS, a Ucrânia também sofreu perdas expressivas desde o início da guerra, com estimativas entre 525 mil e 625 mil baixas, incluindo mortos, feridos e desaparecidos.
Ao todo, os dois países já acumulam mais de 2 milhões de baixas no conflito.
Com isso, a guerra pode superar as perdas da batalha de Stalingrado, considerada a mais sangrenta da história, com cerca de 2 milhões de vítimas no total - incluindo militares e civis.
A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi o maior conflito da história, dividindo o mundo entre os Aliados (liderados por EUA, Reino Unido, União Soviética e China) e o Eixo (Alemanha, Itália e Japão). O conflito iniciou-se em 1º de setembro de 1939, quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia. A URSS arcou com o maior esforço militar e o maior número de baixas do conflito - cerca de 27 milhões de mortos.
Rússia perde mais soldados do que consegue recrutar
O estudo indica ainda que o desgaste das tropas passou a comprometer a capacidade de reposição de efetivos. Em 2026, a Rússia registra entre 30 mil e 34 mil baixas por mês, enquanto consegue recrutar cerca de 27 mil novos soldados no mesmo período.
Avanço russo desacelera
Embora mantenha a iniciativa, a ofensiva russa avança em ritmo cada vez menor. Nas principais frentes de combate, as tropas progridem entre 50 e 90 metros por dia, uma velocidade comparável às ofensivas mais lentas da Primeira Guerra Mundial.
De acordo com os pesquisadores, a combinação de trincheiras, campos minados, obstáculos antitanque e o uso intenso de drones transformou extensas áreas da frente de batalha em zonas altamente letais, dificultando qualquer avanço rápido.
Ucrânia amplia ataques e recupera áreas
O levantamento também aponta uma mudança importante no equilíbrio do conflito. Entre abril e maio deste ano, a Rússia perdeu mais território do que conquistou, acumulando um saldo negativo de aproximadamente 400 quilômetros quadrados, a primeira perda territorial líquida desde agosto de 2024.
Ao mesmo tempo, a Ucrânia ampliou sua campanha de ataques contra refinarias, depósitos de combustível, fábricas de armamentos, bases militares e centros logísticos em território russo. Segundo o estudo, os ataques já atingem cidades como Moscou e São Petersburgo e têm provocado impactos na infraestrutura militar e energética do país.



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