O ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Rondônia, Lauro Fernandes, afirmou que os pedágios implantados na BR-364 representam um obstáculo à competitividade do Estado, confirmou sua pré-candidatura a deputado estadual pelo PSD e atribuiu ao governador Marcos Rocha o protagonismo na promoção dos produtos rondonienses no mercado nacional e internacional.
As declarações foram feitas durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira.
Ao comentar os impactos da concessão da BR-364, Lauro afirmou que o custo da tarifa preocupa produtores rurais, transportadores e empresários, podendo comprometer a competitividade logística de Rondônia.
“Hoje nós temos um pedágio mais caro do Brasil. E é o mais caro. Eu ando muito para fora e você chega lá, paga pedágio de 100 quilômetros, 150 quilômetros, paga R$ 5,20, R$ 6. E aqui em Rondônia por que é desse jeito?”, questionou.
Segundo ele, o aumento dos custos pode incentivar a busca por alternativas para o escoamento da produção, reduzindo a participação da BR-364 como principal corredor logístico do Estado.
“Você vai ver que nós vamos perder essa identidade, esse corredor das nossas commodities, porque eles vão acabar percebendo que levar para outros estados, para outros portos, vai ficar mais vantajoso economicamente”, declarou.
Durante a entrevista, Lauro também defendeu a construção e ampliação das chamadas rotas bioceânicas, projetos que buscam conectar Rondônia aos portos do Pacífico por meio de corredores logísticos que passam pela Bolívia, Peru e Chile.
Ao fazer um balanço de sua passagem pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o ex-secretário destacou ações voltadas à atração de investimentos, abertura de empresas, fortalecimento da cadeia produtiva do café e expansão das exportações.
Foi nesse contexto que atribuiu ao governador Marcos Rocha o papel de principal articulador da projeção econômica do Estado.
“Hoje o governador, não eu, mas ele, virou o cara que abriu as vitrines do governo do estado de Rondônia. Quem sabia o que era café em Rondônia? Quem sabia o que era tambaqui em Rondônia? Quem sabia o que era cacau, quem sabia o que era mel, nosso gado, nossa soja? E o governador ampliou um leque muito bacana”, afirmou.
Lauro também defendeu a atuação do governo estadual na regularização fundiária e criticou a falta de estrutura do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), afirmando que o Estado precisou disponibilizar servidores para auxiliar na análise de processos.
Na reta final da entrevista, confirmou que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de 2026.
Segundo ele, a decisão ocorreu após conversas com Marcos Rocha e lideranças do PSD.
“O governador falou: Lauro, eu preciso que você faça parte dessa nominata”, relatou.
Ao justificar sua entrada na disputa eleitoral, o ex-secretário afirmou que a experiência acumulada em cargos públicos o credencia para representar a população no Parlamento estadual.
“Hoje eu estou como pré-candidato a deputado estadual e a população só precisa conseguir enxergar esses novos pré-candidatos e o que cada um tem de melhor para oferecer para melhorar as condições da população de Rondônia”, concluiu.
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