Rui Ricardo Diaz não para. Se o cinema brasileiro vive um momento de efervescência, o ator mineiro é um dos seus motores mais potentes. Em um intervalo de poucos meses, ele saltou das matas do Mato Grosso para os sets de alta tecnologia na Austrália, passou pelo Uruguai e desembarcou no prestigiado Festival de Gramado para colher os louros de uma safra premiada.
Em conversa exclusiva à IstoÉ Gente, Rui detalhou a rotina exaustiva de quem emendou o lançamento de “Cinco Tipos de Medo” e “Rio de Sangue” com a filmagem da superprodução hollywoodiana “Anaconda”, com os astros Jack Black e Selton Mello.
Para Rui, o atual momento do audiovisual permite que o Brasil conte suas histórias sob novas perspectivas, fugindo do tradicional eixo Rio-São Paulo. Em Rio de Sangue, ele interpreta Edenich, um indigenista que luta pela preservação da etnia Munduruku.
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“É importante essa temática, ainda que seja um filme de gênero, um filme de ação, entretenimento, mas também um filme de drama, e que tem esse lugar político, que é a questão da preservação da cultura, enfim, da língua dos povos originários”, explica o ator.
A versatilidade é tanta que, quase simultaneamente, Rui estreou no cinema em língua inglesa. Ao lado de astros como Jack Black, ele integrou o elenco de Anaconda na Austrália, experimentando o rigor das produções de grande orçamento.
“Uma cena de quatro páginas, a gente rodava em cinco dias. Isso era sensacional”, relembra. Além disso, ele destaca o orgulho de interpretar um brasileiro em uma produção internacional: “De repente, estava eu lá fazendo um brasileiro, sendo um ator brasileiro. Isso foi muito legal.”



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