O presidente dos EUA, Donald Trump, insiste que o tempo está a seu favor na busca de um acordo com o Irã, mas, a contar pela reação negativa de seus aliados republicanos no Congresso, a realidade é bem diferente.
Crivado por críticas e alertas de que estava disposto a ceder demais ao regime dos aiatolás, o presidente desacelerou no domingo (24) o otimismo manifestado na noite anterior, quando anunciou que a finalização para um consenso com a república teocrática era iminente.
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O temor de senadores republicanos próximos a ele, como Lindsey Graham e Ted Cruz, é de que o acordo, ao ceder demais, permita ao regime iraniano tornar-se, com o tempo, mais poderoso.
“Se um acordo for firmado para pôr fim ao conflito iraniano porque se acredita que o Estreito de Ormuz não pode ser protegido do terrorismo iraniano e que o Irã ainda possui a capacidade de destruir importantes infraestruturas petrolíferas do Golfo, então o Irã será percebido como uma força dominante que exige uma solução diplomática”, ponderou Graham, considerado um linha-dura na política externa para o Irã.
De acordo com informações vazadas sobre as negociações que se desenrolam sob a mediação do Paquistão, o esboço do acordo prevê estender o cessar-fogo existente e reabrir o Estreito de Ormuz, amenizando o impacto do cerco aos EUA e à economia global, em troca da promessa de descongelar ativos iranianos.
O alívio nas sanções seria proporcional às medidas que o Irã tomasse para restringir o programa nuclear.
Resumindo, o que desagrada aos senadores apoiadores de Trump é que a "rendição incondicional" da República Islâmica, prometida por ele no início da guerra, não ocorreu. Tampouco a mudança de regime e a aniquilação de seu programa nuclear, alegadas para justificar a campanha militar dos EUA e de Israel no Irã.



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