Publicada em 07/02/2026 às 10h05
Data que celebra e rememora a resistência dos povos originários no Brasil, este sábado (7) marca o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas. A Prefeitura de Porto Velho atua como parceira dessa causa por meio de políticas públicas voltadas à inclusão, ao respeito e à valorização cultural.
Em meio às festividades carnavalescas, a representatividade indígena ganha destaque em um dos símbolos oficiais da festa: a Corte do Rei Momo. Pela primeira vez na história, uma mulher indígena ocupa o posto de princesa.
Abrindo e encerrando a programação do Carnaval, a Corte do Rei Momo simboliza o espírito festivo desta época do ano. A princesa representa a beleza, o carisma e a diversidade cultural do povo que celebra a folia.
Pertencente à etnia Tsiã Puyanawa, a indígena Aga Maria dos Santos traz essa simbologia para o Carnaval promovido pela Prefeitura de Porto Velho. Segundo ela, suas apresentações carregam também uma mensagem de luta, buscando ampliar espaço e voz para os povos originários.
“Foram anos de luta pelos nossos direitos, para sermos olhados com mais carinho, com mais cuidado e, principalmente, com respeito. Apesar dos contratempos, estamos conseguindo ter voz. Essa minha participação ajuda outras meninas indígenas a se verem nos espaços públicos”, afirmou Aga Maria, que em seu nome originário se chama Tsiã Puyanawa.
Vale destacar que os integrantes da Corte do Rei Momo são escolhidos por meio de edital e processo seletivo. Eles seguem uma agenda de apresentações até o dia 28 de fevereiro, quando se encerra oficialmente o Carnaval 2026.



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