Publicada em 27/01/2026 às 10h16
O presidente da China, Xi Jinping, reafirmou nesta terça-feira o apoio do país à ONU e disse esperar que Pequim e Helsinque atuem juntas em defesa de uma ordem mundial baseada no organismo internacional. A declaração foi feita durante um encontro com o primeiro-ministro da Finlândia, Petteri Orpo.
“A China está disposta a trabalhar com a Finlândia para apoiar firmemente o sistema internacional do qual as Nações Unidas são o pilar”, afirmou Xi. A fala ocorre em meio à iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar uma nova instituição multilateral, chamada por ele de “Conselho da Paz”.
Xi Jinping recebeu Orpo no Grande Palácio do Povo, em Pequim. O premiê finlandês iniciou nesta terça uma visita oficial de quatro dias à China.
O líder chinês também deve se reunir nos próximos dias com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, que começou na segunda-feira uma viagem pela China e pelo Japão, segundo informou o gabinete do governo britânico.
Embora a China tenha sido convidada pelos Estados Unidos a participar do chamado “Conselho da Paz”, iniciativa voltada à resolução de conflitos globais e vista por analistas como uma possível concorrente da ONU, Pequim ainda não informou se aceitará ou não o convite.
Na semana passada, Xi já havia feito um apelo semelhante ao Brasil, pedindo que os dois países atuem juntos em defesa do “papel central” das Nações Unidas no sistema internacional, durante uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Petteri Orpo afirmou ter interesse em discutir com Xi Jinping temas internacionais e assuntos ligados à cooperação bilateral. China e Finlândia, no entanto, mantêm divergências em pontos sensíveis, como a invasão russa da Ucrânia e a disputa de influência entre grandes potências na região do Ártico.
Em novembro, o ministro da Defesa da Finlândia, Antti Hakkanen, acusou a China de financiar “massivamente o esforço de guerra da Rússia” na Ucrânia. Um mês antes, Donald Trump anunciou um projeto conjunto com a Finlândia para a construção de 11 navios quebra-gelo, durante visita do presidente finlandês Alexander Stubb à Casa Branca, sinalizando o reforço da presença dos Estados Unidos no Ártico, região onde Washington disputa influência com Rússia e China.



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