Publicada em 28/01/2026 às 09h30
PUBLICADA 14.10.2021
REPUBLICADA 29.1.26
Cena comum nas pequenas vilas rondonienses na década de 1970, ao longo da BR-364 ou já nas extensões a partir da BR: a chegada de um ônibus transportando passageiros, oficialmente trazidos em viagens “de turismo”, esses aí já encontrando uma comunidade razoavelmente arrumada.
Eram famílias inteiras, em busca de uma oportunidade na vida. A viagem era de uma dificuldade enorme, no caso desse grupo, vindo de ônibus, o que oferecia um pouco mais de conforto e segurança do que os milhares que chegaram em carrocerias de caminhões “pau-de-arara” onde chuva ou sol, e a poeira, eram componentes a mais para a viagem dos que se aventuravam em direção à “terra sem homens para homens sem terras”.
Incontáveis os que deixaram suas vidas pelo caminho, a maioria sem nem uma cruz para marcar o local em que tombaram quando dados à Terra, o que era feito de modo rápido, até porque os que seguiriam tinham dois medos: a malária, que fez muitas vítimas, e de um ataque dos donos originais do solo.
A maioria chegou, mas isso com certeza só Deus pode explicar, encontrando um espaço novo e o seu lugar para ajudar a construir o Estado.
E os que chegaram ainda tinham de enfrentar a ação de jagunços, a falta de Justiça e a falta de estrutura de apoio do governo que, também, pouco tinha para ajudar.
Fotos Kim Kardashian



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