Publicada em 03/01/2026 às 11h08
PORTO VELHO (RO) - No Brasil, está sendo iniciado um ano de grande importância em relação ao futuro político. Este ano teremos Eleições Gerais, quando serão reeleitos e eleitos o presidente da República, governadores e respectivos vices, duas das três vagas ao Senado de cada estado e do Distrito Federal, além da Câmara Federal e das Assembleias Legislativas. Só não teremos eleições para prefeito e vereador, que ocorreram em 2024, e desde sexta-feira (1º) eleitos e reeleitos iniciaram o segundo ano de mandato.
2026 é um ano decisivo na política. Em 2022, sem opções, o eleitorado teve que decidir entre Deus e o Diabo, ou seja, Lula ou Bolsonaro, ou Bolsonaro e Lula, sem saber quem era Deus ou o Diabo, mas teve que optar em uma eleição monopolizada, o que não é bom para a democracia.
Este ano teremos a chance de novamente escolher nossos principais governantes, o presidente da República, os governadores e a composição do Congresso Nacional (Senado e Câmara), que deveria ser o organizador, o expoente político da Nação e hoje funciona mais como um “anexo” do Supremo Tribunal Federal (STF), que infelizmente executa, legisla e ignora a Constituição, quando deveria ser o seu guardião.
Sem um Congresso (Senado e Câmara) atuante e praticamente omisso, pois a maior parte dos seus integrantes tem “culpa no cartório” e não atua como um parlamentar em sua essência, acaba-se favorecendo a intervenção inconstitucional, no caso o STF, que procura ajustar as coisas, mas a seu modo ou atendendo a interesses de alguns de seus membros. Com as eleições, o povo, que está desamparado, terá a oportunidade de mudar e corrigir.
Este ano, o brasileiro, o eleitor, tem a oportunidade de reformular tudo ou deixar como está. A hora é de votar com o cérebro, importante órgão do corpo humano, que não pode ser explorado somente para orientar as pessoas quando vão ao vaso sanitário para suas necessidades fisiológicas.
A escolha dos futuros governantes em outubro deste ano será fundamental para o Brasil do amanhã. Será a oportunidade para que o eleitorado decida quem serão seus governantes a partir de 2027.
Se a decisão para a escolha do futuro presidente é da maior importância, assim como a composição do Congresso Nacional e a escolha dos deputados (federais e estaduais), a do governador de Rondônia é fundamental. Não há como negar que as eleições para presidente da República predominarão, mas a do futuro governador do estado mobiliza os políticos da capital e do interior.
As conversações dos dirigentes políticos estiveram ativas neste período de recesso parlamentar, apesar de as atividades políticas serem reduzidas. As sessões plenárias ordinárias na Assembleia Legislativa terão início somente na primeira semana de fevereiro, mas as demais atividades políticas serão retomadas já na segunda-feira (5), com enorme mobilização, justamente devido às eleições deste ano.
O período de filiação para disputar as eleições é de, no mínimo, seis meses. Os deputados que desejarem mudar de partido poderão utilizar a Janela Partidária (7 de março a 5 de abril), sem a possibilidade de perda do mandato.
As convenções para a escolha dos candidatos aos cargos eletivos serão entre 20 de julho e 5 de agosto.
Os nomes para disputar a sucessão estadual, seguramente a mais importante para o rondoniense, eram vários até recentemente, mas, um pouco antes do final do ano, diminuíram. Pessoas que estavam em plena pré-campanha para governador estariam repensando o futuro.
O ex-prefeito de Porto Velho, com dois mandatos seguidos, presidente estadual do PSDB, desde a sua saída da prefeitura, em janeiro de 2025, trabalha fortemente uma pré-candidatura a governador. Hoje, já estaria admitindo disputar uma das duas vagas ao Senado.
Ainda da capital, temos o vice-governador Sérgio Gonçalves (UB). Recentemente teve atrito com o governador Marcos Rocha (UB) e, apesar de alegarem que “está tudo bem”, pessoas mais próximas garantem que não. Como Rocha tinha projeto de concorrer ao Senado e, para isso, teria que renunciar seis meses antes, Sérgio assumiria e concorreria à reeleição. Mas o projeto não teve solução de continuidade, e Rocha deverá ficar até o final do mandato, deixando Sérgio sem a chance de assumir o governo e se reeleger.
O deputado federal campeão de votos (85.596) em 2022, Fernando Máximo (UB), abriu uma pré-campanha agressiva. Primeiro, a prefeito de Porto Velho, para as eleições de 2024, mas foi preterido pelo partido, que convidou a ex-deputada federal Mariana Carvalho, que também foi vereadora em Porto Velho, para disputar a sucessão municipal.
Apesar de ser considerada favorita nas pesquisas, acabou perdendo as eleições no segundo turno para Léo Moraes, presidente regional do Podemos, que não conseguiu eleger — ou reeleger — nenhum dos 23 vereadores, mas se elegeu prefeito em uma eleição histórica da capital de Rondônia.
Hoje, Máximo já fala em uma disputa por uma das duas vagas ao Senado.
No interior, quem vem trabalhando muito uma candidatura a governador é o prefeito reeleito de Cacoal, Adailton Fúria, do PSD, que também já foi deputado estadual. Fúria faz uma pré-campanha agressiva a governador, mas precisa encontrar um bom nome a vice na capital, para dar o equilíbrio que uma candidatura à sucessão estadual precisa.
Em Vilhena, também se comenta que o prefeito reeleito Flori Cordeiro, do Podemos, estaria fundamentando uma candidatura a governador e que teria o apoio do presidente regional do partido, prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, inclusive com a garantia de um vice “bom de voto” da capital.
Correndo por fora, temos dois senadores e presidentes regionais de seus partidos: Confúcio Moura (MDB) e Marcos Rogério (PL). São dois nomes considerados bons de voto. Confúcio, inclusive, já foi prefeito de Ariquemes em várias oportunidades, deputado federal e governador por dois mandatos seguidos, antes de ser senador. Está bem próximo do presidente Lula e deverá ter o apoio do PT, caso opte por buscar um novo mandato de governador. Mas é uma interrogação.
Marcos Rogério estava bem preparado para disputar a sucessão estadual em 2022. Foi derrotado por Marcos Rocha, que se reelegeu, quando era apontado como eleito a governador. As apostas agora são sobre o futuro político de Rogério: reeleição ao Senado ou mais uma tentativa de ser governador?
A partir de segunda-feira, já será possível notar uma mobilização maior na política regional, com a retomada dos trabalhos nos gabinetes dos deputados estaduais na Assembleia Legislativa (Ale) e dos vereadores dos 52 municípios de Rondônia.
Tudo indica que teremos eleições das mais acirradas em Rondônia, onde a sucessão estadual, as duas vagas ao Senado, as oito cadeiras na Câmara Federal e as 24 na Ale-RO provocarão enorme mobilização nos bastidores, como já está ocorrendo, com lideranças partidárias, líderes comunitários, sociais e agrícolas se organizando para compor o quadro sucessório do próximo ano, com destaque para as vagas ao Senado, Câmara Federal, Assembleias Legislativas e, principalmente, o Governo do Estado.
As Eleições Gerais deste ano prometem. A expectativa é que o povo vote com a cabeça e não com o estômago, como ocorre na maioria das vezes.
Um 2026 venturoso e com muita saúde aos nossos diletos leitores e colaboradores.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!