Publicada em 31/01/2026 às 09h15
"Vila Papagaio", na "Velha Ariquemes", década de 1960
Na história de Porto Velho há dois fatos, ambos envolvendo veículos tipo “caçamba”, um distante do outro de 9 a 10 anos, em situações bem diferentes, mas que causaram dor e sofrimento para famílias daqui e para outras, em maior número, em vários locais do país.
A primeira, e mais famosa, foi a “caçambada cutuba”, acontecida no fim da campanha eleitoral de 1962, quando dois grupos, os “cutubas”, liderados pelo ex-governador Aluízio Ferreira e os “peles curtas”, liderados pelo médico Renato Medeiros disputavam a única vaga de deputado federal do Território.
Posse de vereadores de Porto Velho em 1969 - Saleh Morheb é o primeiro da direita
No final do último comício de campanha, no Bairro Olaria, quando o público já se dispersava, uma caçamba, segundo ouvi de todos os lados, da frota da prefeitura, cujo prefeito era o “cutuba” José Saleh Moheb, “invadiu” uma passeata do candidato Renato Medeiros atingindo muitas pessoas e, pelo que se sabe, uma morte.
Devido ao clima político, quando os dois grupos disputavam, desde a eleição de 1950, a única vaga de deputado federal, os climas das quatro campanhas geravam brigas entre parentes, amigos e até namorados. A polarização levava a quadros de perseguição pura e até desfazia famílias.
Coronel Ênio Pinheiro: a caçambada "cutuba" pode ter causado sua derrota
Naquele 1962 Aluízio Ferreira, vencedor das eleições de 1947, 50 e 58, anunciou sua aposentadoria, e indicou o ex-governador, e seu primo, coronel Ênio Pinheiro, como candidato do grupo a deputado federal, e o resultado da “caçambada cutuba” com certeza facilitou a vitória de Renato Medeiros (4.758 votos a 4267).



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