A restrição ao acesso de três vereadores à farmácia do Hospital Regional de Vilhena, durante uma visita por volta das 23h30 de quarta-feira, foi atribuída pela Santa Casa, responsável pela gestão da unidade, aos protocolos de segurança do setor. Segundo a instituição, a entrada no ambiente depende de acompanhamento de responsável técnico ou representante da administração, em razão dos medicamentos e insumos armazenados.
Conforme o relato da gestora, os parlamentares compareceram ao hospital com o objetivo de fiscalizar o serviço e solicitaram acesso à farmácia. A Santa Casa sustenta que a limitação se concentrou no setor de circulação controlada e que não houve impedimento à permanência dos vereadores nas áreas abertas ao público.
A Polícia Militar foi acionada pelos próprios parlamentares, segundo a administração. Ainda de acordo com esse relato, os funcionários mantiveram a restrição e não houve abertura forçada da porta após a chegada da equipe policial.
A gestão afirma que a farmácia concentra medicamentos estratégicos e produtos sujeitos a controle especial, cuja guarda exige medidas de segurança e responsabilidade técnica. Na avaliação da instituição, o acompanhamento durante o ingresso de pessoas externas é necessário para preservar o estoque e a continuidade das atividades do plantão.
A Santa Casa sustenta que a exigência de acompanhamento está amparada em entendimento já pacificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o qual esse tipo de fiscalização deve decorrer de decisão colegiada do Legislativo e contar com a presença de um técnico ou dirigente administrativo indicado para auxiliar durante a visita. Para a instituição, essas condições permitem prestar esclarecimentos aos parlamentares e preservar os procedimentos de segurança do hospital.
Sobre o abastecimento, a gestora informou ter recebido um lote de medicamentos e insumos na madrugada de quinta-feira. Segundo a instituição, atrasos pontuais no transporte rodoviário foram superados e os setores assistenciais foram reabastecidos.
Responsável também pela Unidade de Pronto Atendimento e pelo Instituto do Rim, a Santa Casa afirma que a operação enfrenta pressão financeira e atribui aos atrasos nos repasses públicos riscos à regularidade das compras. A administração sustenta que tem mobilizado sua estrutura de aquisição e entrega para manter o atendimento nas três unidades.
Além do controle de acesso à farmácia, o episódio envolve as condições de abastecimento do hospital. Segundo a gestora, a reposição de medicamentos e insumos depende da regularidade dos repasses públicos, cujos atrasos dificultam o planejamento das compras.


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