A revisão dos gastos públicos e a dependência da BR-364 estão entre os problemas que o economista Valdemar Camata defende enfrentar na próxima gestão de Rondônia. Colaborador da área econômica do plano de governo de Marcos Rogério, ele apoiou a auditoria de contratos e afirmou que a redução das despesas da máquina deve abrir espaço para investimentos em infraestrutura. As declarações foram dadas ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira.
“A primeira, a mais importante, assim que assume o governo, obviamente, reduzir o custo do Estado.”
Questionado sobre a auditoria de contratos como instrumento para diminuir despesas, Camata concordou com a medida, mas cobrou o mesmo rigor nas futuras contratações. Na avaliação dele, a revisão precisa ser acompanhada de critérios de eficiência e de resultados, com os recursos economizados direcionados à estrutura necessária para produzir e transportar mercadorias.
“Eles têm que ter o mesmo nível de responsabilidade que você usou para avaliar os contratos anteriores.”
No transporte, o economista defendeu a abertura de outros corredores e a melhoria dos acessos aos municípios para reduzir a concentração do escoamento na BR-364. Também propôs integrar rodovias, hidrovias, ferrovias e aeroportos, apontando Porto Velho como ponto estratégico para a transferência de cargas entre esses meios. Segundo ele, os obstáculos logísticos dificultam tanto a chegada de matérias-primas às indústrias quanto a entrega dos produtos aos compradores.
“Não precisamos ser reféns da BR-364.”
Camata também fez ressalvas à perspectiva de escoar a produção pelo Pacífico com o transporte rodoviário através dos Andes. Ao ser confrontado com as dificuldades do trajeto, afirmou que não considera a alternativa economicamente viável nas condições atuais, citando limitações à circulação de carretas. A avaliação impõe uma ressalva à expectativa de que a conexão com portos peruanos, por si só, assegure uma saída mais competitiva para os produtos de Rondônia.
“Eu não diria que ela é economicamente viável nesse momento.”
Embora tenha confirmado sua contribuição ao programa de Marcos Rogério, Camata não confirmou participação na futura equipe. Disse estar à disposição e atribuiu ao governador eleito a decisão sobre os auxiliares. Ao longo da entrevista, sustentou que melhorar o transporte precisa caminhar com a industrialização da produção local, para que o estado amplie a venda de produtos processados e retenha uma parcela maior da renda gerada.
“São decisões que cabem ao governador e ele, no momento oportuno, deve apontar ou apresentar a equipe dele.”
Assista na íntegra:


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