O candidato ao Governo de Rondônia Samuel Costa (PSB) voltou a elevar o tom contra adversários e contra a própria direção nacional de seu partido durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira. Samuel afirmou que considera encerrado o diálogo com a cúpula nacional do PSB, acusou dirigentes de interferirem na disputa estadual e disse enxergar uma tentativa de conduzir a eleição para um segundo turno entre Adailton Fúria (PSD) e Marcos Rogério (PL).
“O problema de Rondônia é a gente que tem que decidir. O meu partido me apoia. O meu diretório é o diretório estadual.”
Ao comentar a crise interna que quase comprometeu sua candidatura, Samuel afirmou que a direção nacional sofreu um “vexame” após a decisão favorável obtida no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia. Disse ainda que “não tem mais diálogo” com a cúpula partidária e mandou um recado ao presidente nacional do PSB, João Campos, afirmando que ele deveria se preocupar com sua própria campanha. Na avaliação do candidato, decisões sobre a eleição rondoniense não deveriam ser impostas de fora do Estado.
“Cada macaco que cuide do seu galho. Ele tem que se preocupar com a campanha dele.”
Samuel também voltou suas críticas para o candidato do PT ao Governo, Expedito Netto. Ao discutir o posicionamento político do petista e as articulações eleitorais em Rondônia, afirmou que Expedito “não é nem esquerda, nem direita” e o chamou de “teta”, em referência à ocupação de espaços políticos. Samuel também projetou que o adversário teria um limite eleitoral e sustentou que existe movimentação para concentrar votos da esquerda em torno de uma estratégia de segundo turno.
“Ele não é nem esquerda, nem direita. Ele é teta. Ele quer uma teta.”
Adailton Fúria também foi alvo do candidato do PSB. Samuel acusou o adversário de tentar se afastar politicamente do governador Marcos Rocha apesar de, segundo ele, manter benefícios e vínculos com a estrutura governista. Mais adiante, classificou Fúria como representante do “continuísmo” e disse que uma eventual composição de segundo turno exigiria acomodação de diferentes grupos políticos dentro de um futuro governo.
“Eu acho que é uma covardia o que o candidato do continuísmo faz.”
Na área da saúde, Samuel também questionou o histórico de Fúria na Assembleia Legislativa. Disse que o candidato do PSD passou dois anos à frente da Comissão de Saúde e afirmou que, nesse período, não realizou audiência pública para enfrentar os problemas do setor. O candidato do PSB estendeu as críticas aos demais concorrentes e defendeu que quem já ocupou cargos públicos precisa explicar o que fez anteriormente para solucionar problemas que agora promete enfrentar no Governo.
“O Fúria foi dois anos presidente da Comissão da Saúde na Assembleia Legislativa. Nunca fez uma audiência pública.”
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