O presidenciável do PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira (4) que pretende formar um governo composto por ministros técnicos e reduzir o ambiente de confronto político no país caso seja eleito presidente da República nas eleições de 2026.
A declaração foi dada durante sabatina promovida pelo portal O Antagonista e pela G4 Educação, apresentada pelos organizadores como o primeiro grande evento da campanha presidencial deste ano.
Ao falar sobre a composição de um eventual governo, Caiado disse que os responsáveis pelos ministérios serão escolhidos com base na qualificação profissional e na capacidade de entregar resultados. Segundo ele, as nomeações não serão utilizadas para atender a indicações político-partidárias.
O ex-governador de Goiás citou sua experiência no Executivo estadual como exemplo do modelo que pretende levar ao governo federal. Caiado afirmou que montou uma equipe técnica, com metas definidas, e associou essa estratégia aos resultados alcançados por Goiás nas áreas de segurança pública e ambiente de negócios.
Além da formação da equipe ministerial, o presidenciável apresentou a pacificação política como uma das prioridades de sua eventual gestão. Para Caiado, o governo precisa abrir espaço para o diálogo com os diferentes segmentos da sociedade e construir decisões por meio da negociação.
“Não se governa brigando. Não se governa provocando as pessoas”, declarou.
Caiado acrescentou que pretende reunir representantes de diferentes setores à mesa e substituir a lógica de confronto permanente pela busca de entendimento. A defesa da pacificação também já havia sido apresentada pelo político durante o lançamento de sua pré-candidatura pelo PSD, quando criticou os efeitos da polarização sobre as relações pessoais e sobre a administração do país.
Sabatina reúne presidenciáveis
Além de Ronaldo Caiado, confirmaram participação na sabatina o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre e do partido Missão.
Segundo informações divulgadas por O Antagonista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi convidado, mas recusou participar do evento.


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