Fontes do governo do Iêmen acusam os Houthis de ataque a navio cargueiro na região do Estreito de Bab el-Mandeb. Já jornal americano diz que helicóptero dos EUA disparou míssil contra embarcação que teria violado bloqueio aos portos iranianos.
Um navio cargueiro foi atacado pelos Houthis, grupo extremista do Iêmen aliado ao Irã, nesta terça-feira (11), no Mar Vermelho, na região do Estreito de Bab el-Mandeb, segundo fontes da agência de notícias Reuters.
De acordo com dois oficiais da Guarda Costeira e dois militares do governo do Iêmen, o ataque matou três membros da tripulação do Tihamah, de bandeira da Tanzânia: dois paquistaneses e um indonésio, enquanto o navio navegava de Salalah, em Omã, com escala em Djibuti.
O grupo extremista ainda não reivindicou o ataque.
A Unidade de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou ter recebido notícias de que um navio cargueiro ao largo da costa de al-Mokha, no Iêmen, foi atingido por um projétil desconhecido, resultando em vítimas.
A rota que passa pelo estreito, a segunda mais importante para as exportações de petróleo do Oriente Médio depois de Ormuz, tem sido alvo de tensão desde o dia 20 de julho, quando os Houthis declararam um bloqueio à Arábia Saudita.
Um dia depois do anúncio ocorreu os primeiros bombardeios à embarcações na região: dois petroleiros sauditas.
Ataque no Golfo de Omã
Nesta terça, um navio porta-contentores também foi atacado no Golfo de Omã. De acordo com informações iniciais, a embarcação se chama Vela Nova e tem bandeira do Panamá.
A UKMTO informou que o navio foi atingido por um míssil a cerca de 71 milhas náuticas da costa do Paquistão.
Segundo reportagem do jornal americano "The Washington Post", ele foi disparado por um helicóptero militar dos EUA, porque a embarcação teria desrespeitado o bloqueio de Washington aos portos iranianos e ignorado avisos. Não há registro de vítimas.
Nova frente de batalha na guerra
Rebeldes do Iêmen anunciam bloqueio de uma das principais rotas de exportação de petróleo
O Iêmen, em guerra há mais de uma década, tornou-se em julho uma nova frente de batalha no conflito entre Estados Unidos e Irã, depois que os houthis romperam o cessar-fogo de 2022 com o governo iemenita - que é apoiado pela Arábia Saudita.
O grupo extremista controla a capital iemenita, Sanaa, e grande parte do norte do país, enquanto o governo internacionalmente reconhecido mantém o controle sobre grande parte do sul.
O conflito, que começou em 2014, já provocou centenas de milhares de mortes e uma grave crise humanitária no Iêmen.
Há cinco dias, o grupo extremista deixou 58 mortos no país em uma ofensiva com mísseis e drones a acampamentos militares nas províncias de Marib e Hadramout. Também afirmou ter atacado dois petroleiros sauditas: um no Mar Vermelho, em frente à cidade de Yanbu, e outro no Golfo de Áden.


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