Dos quase 1,2 milhão de imigrantes que solicitaram a regularização de sua permanência na Espanha, 87% estão em idade ativa para o mercado de trabalho, e 6 em cada 10 têm menos de 34 anos.
Espanha aprova regularização em massa de imigrantes sem documentos; veja as regras
Esse e outros dados foram divulgados pelo Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migração espanhol para defender o programa, lançado em abril pelo governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez, e dar um perfil dos candidatos.
De acordo com o plano de regularização em massa, as autoridades dispõem de três meses para analisar os pedidos e conceder - ou não - aos solicitantes uma autorização de residência e trabalho válida unicamente na Espanha.
➡️ Defensor de uma política de acolhimento, o governo de esquerda liderado por Sánchez constitui uma exceção em matéria de migração na União Europeia.
"A maioria dos candidatos ingressará no nosso mercado de trabalho em setores estratégicos e essenciais, contribuindo para a prosperidade compartilhada do nosso país", afirma a secretária de Estado para as Migrações, Pilar Cancela.
Além da faixa etária, os números mostram a distribuição por gênero, escolaridade e nacionalidade das solicitações, que chegaram ao dobro da expectativa do governo espanhol, que esperava receber apenas 500 mil delas.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, apresenta o plano de cidadania e integração, no encerramento do prazo para candidaturas à amnistia migratória, em Madrid, Espanha — Foto: REUTERS/Violeta Santos Moura
O Brasil não aparece entre os cinco países com mais cidadãos que fizeram o pedido de regularização. Os dados não especificam exatamente quantos imigrantes são brasileiros, mas é possível dizer que o total é menor do que 4,9%, percentual de hondurenhos, quinta nacionalidade que mais aderiu ao programa.
Dois em cada três candidatos são da América Central e do Sul, enquanto 22,9% são de origem africana e 8,3% da Ásia; 84% das pessoas que estão em processo de regularização possuem plena competência linguística em espanhol.
"Desde o início, esperávamos que os principais beneficiários fossem imigrantes da América do Sul e da América Central, e foi exatamente o que se confirmou: 67% dos solicitantes são provenientes dessas regiões, incluindo o Brasil. Um fator que pode explicar esse cenário é que muitos brasileiros que decidiram emigrar para a Europa optaram inicialmente por Portugal, acreditando que o idioma facilitaria a adaptação. No entanto, quando analisamos a legislação migratória, a Espanha se mostra um país muito mais receptivo", explica Renata Barbalho, especialista em imigração e CEO da assessoria Espanha Fácil.


Comentários
Seja o primeiro a comentar!