O senador Marcos Rogério (PL) criticou a quantidade de policiais afastados da atividade-fim em Rondônia e afirmou que pretende colocar parte desse efetivo de volta às ruas caso seja eleito governador. Em entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, o pré-candidato disse que aproximadamente 600 agentes exercem outras funções enquanto municípios e distritos enfrentam dificuldades para manter o policiamento ostensivo.
“Nós temos hoje quase 600 policiais em desvio de função, cumprindo outras tarefas.”
Marcos Rogério afirmou que seria possível remanejar imediatamente cerca de 300 policiais para a atividade operacional. Segundo ele, Rondônia possui aproximadamente 3 mil agentes na atividade-fim, mas a divisão por escalas deixaria uma média de apenas 700 policiais por turno para atender os 52 municípios e mais de 60 distritos. O senador também citou Porto Velho, onde, de acordo com os números apresentados por ele, apenas dez viaturas estariam em circulação.
“Eu consigo [...] pegar desses 600 policiais aqui e botar 300 policiais imediatamente nas ruas, na atividade-fim, para cuidar da população.”
Além do remanejamento, o pré-candidato defendeu a realização de concurso para contratar mil novos policiais. Ao comentar o impacto financeiro da medida, afirmou que será necessário abrir espaço nas contas públicas e declarou que o Estado “colapsou o orçamento”. Marcos Rogério disse conhecer os números da administração estadual e informou que técnicos já trabalham na análise orçamentária e na elaboração do plano de governo.
“O Estado colapsou o orçamento. Então eu sei do que eu estou falando. Eu conheço os números.”
Durante a entrevista, o senador também reagiu às críticas de adversários que utilizam o fato de ele nunca ter comandado uma prefeitura ou ocupado um cargo no Executivo. Marcos Rogério argumentou que a experiência como prefeito não representa garantia de competência para administrar um estado e sustentou que governar exige liderança, capacidade de montar uma equipe, planejamento e coragem para tomar decisões.
“Não é o fato de ter sido prefeito ou não ter sido prefeito que vai determinar se vai ser um bom governante ou não.”
“Ter sido prefeito não é garantia de uma boa administração estadual”, afirmou o pré-candidato ao citar exemplos de gestores que chegaram aos governos depois de comandar municípios, mas não obtiveram bons resultados. Para Marcos Rogério, a tentativa de desqualificá-lo pela ausência de passagem pelo Executivo é “argumento de quem não tem argumento”.
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