Operação contra receptação realizada em Porto Velho reforça a importância de combater o mercado ilegal que alimenta esse tipo de crime, colocando vidas em risco e provocando interrupções no fornecimento de energia.
Mais de 2.300 clientes tiveram o fornecimento de energia interrompido em Rondônia no último ano em decorrência do furto de cabos da rede elétrica. Os dados da Energisa evidenciam os impactos de um crime que vai muito além dos prejuízos materiais: coloca vidas em risco, compromete serviços essenciais e afeta diretamente a população.
A operação realizada na última terça-feira (21) pela Polícia Civil e pela Prefeitura de Porto Velho para combater a receptação de materiais furtados reforça a importância de enfrentar também o mercado ilegal que incentiva esse tipo de crime.
Em 2025, Porto Velho e Ariquemes lideraram o número de ocorrências de furto de cabos da rede elétrica, com 18 registros cada, seguidos por Rolim de Moura e Guajará-Mirim. Machadinho Do Oeste e Nova Mamoré também tiveram registros de furto de cabos. Além dos prejuízos ao patrimônio, essas ações provocam interrupções no fornecimento de energia e podem comprometer o funcionamento de serviços essenciais, como hospitais, escolas e sistemas de abastecimento de água.
"O furto de cabos não afeta apenas a concessionária. É um crime que prejudica milhares de clientes, interrompe serviços essenciais e coloca vidas em risco. Por isso, combater a receptação é tão importante quanto combater o próprio furto. Quando existe quem compre materiais de origem ilegal, esse ciclo continua acontecendo", destaca o gerente do Departamento de Combate a Perdas da Energisa Rondônia, Daniel Andrade.
A Energisa reforça que ao identificar fios rompidos, estruturas danificadas ou qualquer movimentação suspeita envolvendo materiais da rede elétrica, a orientação é não se aproximar do local e acionar imediatamente a Polícia Militar (190) e a Energisa, pelo 0800 647 0120.


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