Prof. Me. Herbert Lins – MTE 1143
Saudades de uma política feita de poesia, coração e emoção, capaz de transformar sentimentos em votos
CARO LEITOR, Hoje é dia de #tbt e a memória nos leva a um tempo em que a política ainda era movida por discursos que emocionavam multidões. Entre os grandes cases de marketing político e eleitoral, poucos são tão marcantes quanto o de Ronaldo Cunha Lima (MDB), da Paraíba, eternizado como “o candidato que chorava”. Sua trajetória começou no movimento estudantil, passou pela Câmara de Campina Grande, pela Assembleia Legislativa da Paraíba, enfrentou a cassação durante o Regime Militar e renasceu com a Anistia. Foi prefeito de Campina Grande, governador eleito em uma histórica virada em 1990, senador e deputado federal. Mas o que fez Ronaldo entrar para a história não foram apenas os mandatos. Ele transformava comícios em recitais. Não fazia discursos; declamava poemas. A voz embargava, as lágrimas surgiam naturalmente e a emoção tomava conta da plateia. Em tempos em que a comunicação política ainda era construída no calor dos palanques, sua sensibilidade virou marca registrada e estratégia espontânea de conexão com o povo. Era uma época em que a oratória, o lirismo e a autenticidade valiam mais que roteiros prontos e redes sociais. Um tempo que desperta saudade e lembra que, na política, emocionar também é uma forma de convencer.
Grande
Idealizado por Ronaldo Cunha Lima, o Maior São João do Mundo transformou Campina Grande na Paraíba em referência nacional de cultura e turismo. A festa movimenta a economia, preserva tradições nordestinas e eterniza a visão de um líder que sonhou grande.
Esperança
Ao assumir o Governo da Paraíba, Ronaldo Cunha Lima encontrou um Estado em colapso: cofres vazios, salários dos servidores atrasados e o Banco do Estado da Paraíba em liquidação. Com diálogo, austeridade e confiança, reorganizou as finanças e devolveu a esperança aos paraibanos.
Urnas
Ao manter o discurso de desconfiança sobre as urnas eletrônicas diante de diplomatas estrangeiros, Flávio Bolsonaro repete uma estratégia adotada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que mobiliza sua base, mas amplia a resistência entre eleitores moderados.
Reação
Tal como o pai, Flávio Bolsonaro mantém o discurso de desconfiança sobre as urnas eletrônicas e provoca reações contrárias de aliados, de setores da grande imprensa, a exemplo do jornal O Estado de S. Paulo (Estadão), e de ministros do STF. Em uma disputa presidencial, ampliar apoios costuma ser mais decisivo do que reforçar convicções já consolidadas.
Convenção
Falando em disputa, a noite de ontem (22) marcou a Convenção Eleitoral do PL, realizada na Villa Privilege, em Porto Velho. Os convencionais homologaram o senador Marcos Rogério (PL) como candidato ao Governo de Rondônia e confirmaram Fernando Máximo (PL) e Bruno Bolsonaro Scheid (PL) na disputa pelas duas vagas ao Senado.
Coligação
Os convencionais do PL também homologaram a coligação da legenda com o Podemos, do prefeito Léo Moraes, além do Novo e do Mobiliza. A aliança amplia o arco de apoio à chapa bolsonarista na disputa pelo Governo de Rondônia.
Reuniu
A convenção do PL na noite de ontem (22), reuniu prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, candidatos proporcionais, apoiadores, lideranças e a imprensa. Apesar da boa presença de público em plena quarta-feira, a Villa Privilege não chegou a ter sua capacidade totalmente ocupada.
Lágrimas
Marcos Rogério (PL) fez um longo discurso, apresentando propostas e mudanças para diversas áreas do Governo de Rondônia, caso seja eleito em outubro. Em vários momentos, emocionou-se e chegou às lágrimas diante do público presente.
Discurso
O deputado federal Fernando Máximo (PL) teve a oportunidade na convenção de explicar por que pretende disputar o Senado, mas seu discurso priorizou palavras de ordem e elogios, sem apresentar propostas concretas ou compromissos. Em uma campanha majoritária, o eleitor costuma esperar conteúdo, prioridades e soluções claras para os problemas.
Ausência
A ausência do pré-candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid (PL) na convenção do PL despertou especulações entre os presentes. Apesar disso, seu nome foi citado por Marcos Rogério e Fernando Máximo. A assessora de imprensa, Acácia Cavalcanti, informou que ele estava em Brasília e não chegou a tempo em razão do atraso do voo.
Acumula
Falando em Bolsonaro, o senador Jaime Bagattoli (PL) fez um discurso sem novidades na convenção do partido. Eleito em 2022, acumula críticas pela baixa articulação política e por um mandato visto por adversários e críticos como de pouca entrega a Rondônia.
Indicação
Com a coligação entre PL e Podemos, o deputado estadual Delegado Rodrigo Camargo será o candidato a vice-governador na chapa de Marcos Rogério (PL). A indicação partiu do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, principal liderança estadual do Podemos.
Justificou
O prefeito Léo Moraes (Podemos) acompanhou a convenção do PL ao lado de Marcos Rogério (PL). Em seu discurso, afirmou que as divergências ficaram no passado e justificou o apoio pelos compromissos assumidos pelo senador com Porto Velho, caso seja eleito governador.
Suplentes
A coluna confirmou sua informação ao antecipar os nomes da ex-vereadora Sandra Moraes (Podemos), mãe do prefeito Léo Moraes, e do empresário Edinaldo Caíco (PL) como primeiro e segundo suplentes na chapa ao Senado encabeçada por Fernando Máximo (PL).
Caravana I
A convenção do PL evidenciou a força das caravanas de apoio aos pré-candidatos a deputado federal Lúcio Mosquini e Coronel Chrisóstomo (PL). No Podemos, destacou-se a mobilização liderada pelo ex-vereador Jaime Gazola. Já Novo e Mobiliza tiveram presença discreta.
Caravana II
Chamou atenção na convenção do PL a expressiva caravana dos pré-candidatos a deputado estadual Alan Queiroz (PL), que busca a reeleição, e Ninho Testoni (PL). Este último chegou acompanhado do pai, o prefeito de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni (União).
Caravana III
Também chamaram atenção as caravanas da vice-prefeita de Porto Velho, Magna dos Anjos (Novo), pré-candidata à Assembleia Legislativa, e do irmão do prefeito Léo Moraes (Podemos), que também disputará uma vaga no Parlamento estadual. Já o Mobiliza não apresentou nenhuma caravana de destaque.
Promissor
Falando em anjos, já disse várias vezes que o prefeito Léo Moraes (Podemos) tem um futuro político promissor. Torço para que tenha êxito, mas seu destino dependerá das decisões que tomar à frente da Prefeitura de Porto Velho, no histórico Prédio do Relógio.
Empréstimos
Desde que assumiu a Prefeitura de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos) já encaminhou sucessivos pedidos de autorização para contratar empréstimos. Em todas as ocasiões, a Câmara Municipal aprovou as propostas encaminhadas pelo Executivo.
Nota
Dados oficiais do Tesouro Nacional colocam Porto Velho no centro do debate. Em pouco mais de um ano, a CAPAG do município caiu da nota A para C, justamente enquanto a Prefeitura busca autorização para contratar cerca de R$ 500 milhões em empréstimos.
Piorou
Enquanto a gestão intensifica a divulgação de ações nas redes sociais, os indicadores fiscais acendem um alerta. Dados oficiais mostram que Léo Moraes (Podemos) recebeu a Prefeitura com cerca de R$ 400 milhões em caixa, mas a saúde fiscal do município piorou.
Questionamentos
A queda da CAPAG pode restringir o acesso do município a operações de crédito com garantia da União e amplia os questionamentos sobre a gestão fiscal. Marketing gera curtidas; equilíbrio das contas públicas garante credibilidade e resultados.
Condenou
A Justiça de Rondônia condenou o vereador Marcos Combate (Avante) por difamação e injúria contra o presidente da Agência Reguladora de Porto Velho, Oscar Dias Neto. A sentença concluiu que o parlamentar fez acusações sem provas e apresentou suposições como se fossem fatos.
Pena
Ao rejeitar a tese de imunidade parlamentar no Processo nº 7052402-73.2025.8.22.0001 que correu na 3º Vara Criminal de Porto Velho, a Justiça destacou que a atividade fiscalizatória não autoriza ataques pessoais nem acusações sem respaldo. Marcos Combate recebeu pena substituída por serviços à comunidade, indenização e pagamento das custas processuais.
Sofia
A vereadora Sofia Andrade (PL) não participou da convenção do partido devido a divergências internas sobre o número de sua candidatura à Câmara Federal. Ela pretende disputar a eleição com o 2222, mas a numeração deverá ser destinada ao deputado federal Lúcio Mosquini, recém-filiado ao PL.
Sério
Falando sério, Ronaldo Cunha Lima foi um grande gestor público a frente da Prefeitura de Campina Grande e do Governo do Estado da Paraíba, bem como um grande tribuno como parlamentar na Câmara Municipal de Campina Grande, na Assembleia Legislativa da Paraíba, no Senado e na Câmara dos Deputados. Ronaldo é pai do ex-prefeito e Campina Grande, ex-governador da Paraíba e ex-senador Cássio Cunha Lima. Por sua vez, não é à toa que o último soneto que ele publicou no Jornal da Paraíba, onde tinha coluna semanal, se chamava justamente “Chorando letras”.


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