A presença de animais de grande porte circulando livremente pelas vias urbanas de Guajará-Mirim voltou a gerar preocupação entre moradores e usuários do trânsito. Na tarde desta terça-feira (23), dois equinos foram flagrados transitando pela Avenida Dr. Lewerger, no bairro 10 de Abril, uma das áreas com considerável fluxo de veículos automotores, ciclistas e pedestres.
As imagens registradas por moradores mostram os animais ocupando a via pública sem qualquer tipo de contenção ou acompanhamento de responsáveis, situação que, segundo relatos da população, tem sido recorrente em diversos pontos do município ao longo dos últimos anos.
Além dos transtornos causados à mobilidade urbana, a circulação de equinos soltos representa um potencial risco à segurança viária. Especialistas em trânsito apontam que animais de grande porte nas pistas podem provocar acidentes graves, especialmente durante períodos de baixa visibilidade, aumentando o risco de colisões com motocicletas, bicicletas e veículos de passeio.
Moradores ouvidos pela reportagem do Guajará Noticias afirmam que o problema se tornou frequente e cobram medidas efetivas por parte dos órgãos competentes. A comunidade também recorda ocorrências registradas em anos anteriores envolvendo acidentes atribuídos à presença de animais soltos em áreas urbanas e rodovias da região.
Diante da situação, a população solicita a atuação do Poder Público Municipal, dos órgãos de fiscalização e das autoridades responsáveis pela aplicação da legislação relacionada à guarda e manejo de animais de grande porte. Entre as medidas defendidas pelos moradores estão a intensificação da fiscalização, a identificação dos proprietários e a adoção de ações permanentes para recolhimento e controle desses animais.
A legislação brasileira prevê responsabilidades aos proprietários pela guarda adequada dos animais, especialmente quando sua circulação em locais públicos oferece riscos à coletividade. No entanto, moradores afirmam que o problema continua sem uma solução definitiva em Guajará-Mirim.
O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Guajará-Mirim, do Ministério Público e dos demais órgãos competentes sobre quais providências poderão ser adotadas para enfrentar uma situação que, segundo a população, se arrasta há anos e continua gerando preocupação na Pérola do Mamoré, município localizado na fronteira entre o Brasil e a Bolívia.



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