Conforme os dias vão passando, as eleições gerais deste ano, quando serão reeleitos e eleitos o presidente da República, governadores e respectivos vices, duas das três vagas ao Senado dos Estados e do Distrito Federal, além dos membros da Câmara Federal e das Assembleias Legislativas, estão se aproximando. O primeiro turno será no dia 4 de outubro e já ficarão definidos os senadores e deputados (federais e estaduais). Onde for necessário, o segundo turno ocorrerá no dia 25 do mesmo mês, para os cargos majoritários de presidente da República e governadores.
É importante alertar sobre as convenções partidárias (de 20 de julho a 5 de agosto), porque nesse período serão definidos os candidatos aos diversos cargos eletivos: presidente da República, governadores, dois senadores, deputados federais e estaduais. Não teremos eleições para prefeito, vice-prefeito e vereador, que ocorreram em 2024, com os vencedores assumindo em janeiro de 2025.
Apesar da proximidade das convenções, a disputa pelo Governo do Estado e pelas duas vagas ao Senado ainda não se visualiza na mídia regional com um trabalho de maior profundidade dos pré-candidatos. Já temos vários pré-candidatos, mas somente alguns definiram os vices e estão aproveitando a prerrogativa da pré-candidatura para buscar mais e maiores espaços junto ao eleitorado da capital e do interior.
O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (UB), que exerceu dois mandatos seguidos, vem trabalhando, junto com o seu pré-candidato a vice, o deputado estadual Cirone Deiró (UB-Cacoal), com intensidade em busca do apoio de lideranças políticas, empresariais, rurais e sindicais, formatando apoio para seus objetivos. Eles dividem o trabalho, programando visitas durante a semana em Porto Velho e nos demais municípios.
O ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), tem o apoio do governador Marcos Rocha, presidente regional do partido até maio do próximo ano e, logicamente, da “máquina administrativa” governamental. Fúria tem como vice o radialista Everton Leoni, que já passou pela Assembleia Legislativa.
Fúria foi reeleito prefeito de Cacoal e deixou o segundo mandato para concorrer à sucessão estadual. Apesar de já ter definido a pré-candidatura desde a saída da prefeitura, no início do ano, Fúria depende de Rocha. Esta semana surgiram comentários de que a primeira-dama e secretária de Ação Social, Luana Rocha, estaria no comando da campanha. Certamente esse será o assunto predominante nos próximos dias nos bastidores da política.
O PT também já tem candidatura própria. O ex-deputado federal Expedito Netto, que se filiou recentemente ao partido, é o pré-candidato a governador da legenda, que tem como maior líder o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Falta definir o vice.
O PT há tempos não ocupa espaço significativo na política regional. Hoje tem somente a deputada Cláudia de Jesus, de Ji-Paraná, na Assembleia Legislativa (Ale). Não tem representante no Congresso Nacional (senador ou deputado) e não elegeu nenhum dos 52 prefeitos em 2024. Porto Velho tem 23 vereadores, reeleitos e eleitos em 2024, e nenhum é do PT. A missão do partido não será das mais fáceis nas eleições gerais deste ano.
O senador e presidente regional do PL, Marcos Rogério, também vem trabalhando com regularidade sua pré-candidatura, mas não tem chapa completa. Existe a possibilidade de o deputado estadual Delegado Rodrigo Camargo (Podemos) ser o indicado a vice. Seu nome foi muito comentado no início de maio, porém não teve continuidade.
A exemplo de Hildon-Deiró e Fúria, Rogério vem trabalhando bastante sua pré-candidatura e, provavelmente, a composição com o deputado Camargo está sendo revista, pois ele precisa de um parceiro de chapa de Porto Velho, maior colégio eleitoral do Estado, com cerca de 350 mil eleitores. Camargo é de Ariquemes; portanto, seria uma chapa interiorana.
No segmento das candidaturas alternativas, mas com convicção de sucesso, está o advogado e jornalista Samuel Costa, que trocou recentemente a Rede pelo PSB. É dedicado e empenhado em seus objetivos. Não está entre os favoritos, mas ocupa espaços na mídia regional de forma inteligente.
O Psol também tem pré-candidato: o advogado e ativista social, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RO, que busca espaços na política regional.
Hoje, os pré-candidatos Hildon Chaves, Marcos Rogério e Adailton Fúria estão bem nas enquetes realizadas pela mídia regional (sites, rádios, TVs e redes sociais) e em pesquisas de institutos especializados. Somente Hildon e Fúria têm chapas formadas, com o deputado Cirone Deiró e o radialista Everton Leoni, respectivamente, o que tem reflexos positivos nas pré-campanhas, pois o eleitor tem uma visão mais ampla da situação.
A previsão é que, a partir da segunda semana deste mês de junho, após a Rondônia Rural Show Internacional (RRSI), em Ji-Paraná, que concentrou as atenções econômicas e políticas no final do último mês, os pré-candidatos botem os pés na estrada em busca de negociação, divulgação e apoio político, além da coleta de informações para a elaboração de planos de governo, que serão fundamentais durante a campanha política, após as convenções partidárias, com início em 20 de julho e encerramento no dia 5 de agosto.



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