Publicada em 03/02/2026 às 10h06
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou, nesta terça-feira (3), que as negociações com os Estados Unidos devem ser mantidas para garantir os interesses nacionais, desde que "ameaças e expectativas irrazoáveis" sejam evitadas.
"Levando em consideração as demandas de países amigos da região para que se responda à sugestão do presidente dos EUA de iniciar negociações, instruí o ministro das Relações Exteriores a preparar o terreno para negociações equitativas e justas... caso surja uma atmosfera livre de ameaças e expectativas irrazoáveis", disse Pezeshkian.
Nesta segunda (2), o jornal The New York Times informou que o país está disposto a encerrar o programa nuclear para reduzir as tensões com os Estados Unidos.
Os EUA pressionam o Irã a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. Teerã nega as acusações e afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.
Autoridades iranianas e norte-americanas devem se reunir na sexta-feira (6), na Turquia, para discutir o tema. O encontro terá a presença de Steve Witkoff, enviado do presidente Donald Trump para o Oriente Médio, e de Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã.
De acordo com o New York Times, o Irã deve defender na reunião a aceitação de uma proposta dos EUA para a criação de um consórcio regional no Oriente Médio voltado à produção de energia nuclear.
Como alternativa, o país também poderia encerrar ou suspender o programa atual para aliviar as tensões com os norte-americanos.
Ainda segundo a reportagem, autoridades iranianas se reuniram recentemente com o presidente russo, Vladimir Putin, para avaliar a possibilidade de enviar urânio enriquecido para a Rússia.
Medida semelhante foi adotada em 2015, no âmbito de um acordo internacional sobre o programa nuclear.
À época, o Irã se comprometeu a limitar as atividades nucleares em troca do alívio de sanções internacionais.
Mais de 11 toneladas de urânio de baixo enriquecimento foram enviadas à Rússia.
Três anos depois, Trump retirou os EUA do acordo sob a justificativa de que o Irã continuava enriquecendo urânio. Ele também reimpôs sanções ao país.



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