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COLUNA

O Dia na História - BOM DIA 09 DE DEZEMBRO

A íntegra da coluna redigida por Lúcio Albuquerque

Por Lúcio Albuquerque
Publicada em 09/12/2025 às 08h00
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Fotos: Centro da cidade de Porto Velho, 1964

Ao fundo o Porto Velho hotel e à frente o jeep fazia serv içõ de táxi

COLUNAS (RE)PUBLICADAS
 
Publicada 1.4.2014
Republicada 9.12.25
(consultoria professor Abnael Machado de Lima)
O HOMEM INVISÍVEL ENTRA EM AÇÃO

(1964 em Rondônia – 2)
Ninguém sabe explicar como ele chegou, nem quando chegou. Há quem diga que o “homem invisível” veio de Manaus com ordens para fazer o que fez, ou que só aqui, onde teria vindo como pagador do Exército, recebeu a ordem de “aguardar ordens”. Pode ter vindo no sábado e ficado até terça-feira, apenas observando e, por isso, ninguém prestou atenção nele.

Na época havia em Porto Velho a 3ª Companhia de Fronteira (atual 17 Brigada de Infantaria de Selva), comandada pelo capitão Carlos Augusto Godoy, que dedpois comandoua guarnição de Guajará-Mirim onde casara com uma filha de família tradicional da Pérola do Mamoré.

Em Porto Velho, como em outras cidades do país, havia sindicatos atuantes, os estudantes eram congregados na União dos Estudantes de Rondônia e um de seus dirigentes era o aluno João Lobo, do Carmela Dutra, participante ativo, como outras lideranças estudantis e de trabalhadores, das reuniões que todos os sábados aconteciam na casa do jornalista Dionísio Xavier, o Velho Dió, que se revezava nas orientações depois da feijoada semanal com outro comunista enviado, junto com Dio, para organizar o PCB aqui o contabilista Cloter Saldanha da Mota.

Os dois eram os principais oradores das reuniões a que compareciam muitos vizinhos do bairro da Arigolândia , onde pontilhava duas outras lideranças, Otávio Félix e Zacarias, recorda o historiador Abnael Machado de Lima, membro da Academia de Letras de Rondônia, ACLER, então professor do Carmela Dutra.

Naquele tempo funcionavam células identificadas como comunistas, havia também a ala ligada ao deputado federal carioca Leonel Brizola, o Grupo de Onze.

O HOMEM MISTERIOSO TEM NOME E MISSÃO
O homem misterioso tinha nome: Era o capitão-engenheiro do Exército Anachreonte Coury Gomes, conforme cita o historiador Francisco Matias, em Pioneiros , lembrando que em razão da viagem ao Rio de Janeiro do governador Abelardo Mafra, que foi preso naquela cidade, na administração do Território ficara o secretário Eudes Camponizzi que, conforme Matias, foi persuadido pelo capitão a adoecer.

No dia 30 de março ele foi até ao colégio Carmela Dutra, conversou com a diretora, professora Marise Castiel, e pediu para falar com o professor Dourival de Souza França, das cadeiras de Português e Francês, e os dois se trancaram na sala da diretoria onde conversaram durante mais de uma hora, recordou Abnael.

No início da noite de 31 de março o homem que ninguém sabia quem era e nem o que estava fazendo, chegou à redação do jornal Alto Madeira, ainda na velha sede da Rua Barão do Rio Branco. Na porta estava o diretor, jornalista Euro Tourinho que, meio século depois, ainda se lembra.

Anachreonte deu boa-noite, perguntou se era ali o jornal Alto Madeira e puxou conversa. Quis saber sobre o deputado federal (PTB/AM e líder do partido na Câmara)  Almino Afonso. “Eu disse a ele que o Almino foi garoto criado aqui entre nós, seu pai foi prefeito. O visitante também queria saber sobre o deputado federal Renato Borralho de Medeiros”.

Depois fez sua apresentação: Capitão Anachreonte, da Arma da Engenharia, vindo de Manaus onde servia no 27º Batalhão de Caçadores. A seguir disse de sua missão e perguntou se poderia entrar e usar a sala do diretor para uma reunião.

“Disse a ele que poderia usar e a seguir chegou meu irmão Luiz Tourinho que foi convidado pelo capitão a ir com ele a alguns locais da cidade. Mais tarde houve uma reunião quandodissse sua condição de interventor, destituindo o governo e indo à Prefeitura, pegou as chaves do prédio e deu ordem para ninguém entrar.

Ainda naquela noite o interventor nomeou os membros do novo governo, além dele, Mário de Almeida Lima, secretário-geral (espécie de vice-governador) e diretor administrativo; Luiz Tourinho, assessor de Imprensa e porta-voz do governo; Dourival de Souza França, chefe de gabinete; Ely Goraieb, diretor da Divisão de Segurança (similar hoje a secretário de Segurança; Divisão de Saúde médico Leônidas Rachid Jaudy; Educação, Lourival Chagas da Silva; Obras, Calmon Viana Tabosa; Serviço de Geografia e Estatística Rubens Cantanhede Mota; Serviço de Navegação do Guaporé, Wilson Hayden; prefeito de Porto Velho, Hamilton Raulino Gondin (*); comandante da Guarda Territorial Eduardo Lima e Silva; delegado, Orlando Freire; prefeito de Guajará-Mirim Clementino Gomes.

A população só tomou conhecimento de que algo estava acontecendo efetivamente a partir da quarta-feira, 1º de abril, quando patrulhas mistas do Exército e da Guarda Territorial circularam pela cidade, impedindo reuniões nas esquinas, prendendo gente e bloqueando ruas. As prisões aconteciam mais à noite, quando uma viatura com a patrulha chegava, os soldados batiam na porta e aí quem estava procurado era levado preso, os membros do governo deposto para o quartel da Guarda, no bairro Arigolândia, e os comunistas e outros agitadores eram levados para o cassino dos oficiais da 3ª Companhia, recorda o jornalista Euro Tourinho.

Segundo vários testemunhos, o capitão Anacrheonte era uma pessoa afável. Como interventor ficou apenas alguns dias até ser substituído pelo coronel Cunha Menezes.

Em suas primeiras medidas o interventor (autointitulado “agente da revolução, mas sem qualquer documento comprovando isso) determinou várias prisões. Quando visitava uma escola, se não havia professor para uma turma, ele perguntava qual o assunto que estavam estudando e aí aplicava a matéria

(*) Um dos convidados, médico, foi procurado na noite do dia 31. De pijamas, morador numa casa no bairro do Caiari, e teria levado um susto ao se confrontar com uma patrulha mista da 3ª Cia com a Guarda Territorial. Pensando que estava sendo preso, teria apontado para a casa vizinha e dito que o comunista mora ali do lado. (Citado pelo jornalista Euro Tourinho, pelo advogado Rochilmer Rocha e pelos historiadores Esron Penha de Menezes e Abnael Machado de Lima).

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