A Globo viveu um turbilhão na noite da última quinta-feira (1º). O canal, que sempre foi acostumado a ser o preterido do Brasil em diversas searas, perdeu o protagonismo histórico na cobertura das eleições e impactou até em sua audiência.
Com a ausência de Lula (PT), a desistência de Flávio Bolsonaro (PL), além da decisão do STF sobre a participação de Renan Santos (Missão) e da ordem do TSE para que não fosse exibido o púlpito vazio reservado ao candidato petista, a Globo cancelou o debate faltando três dias para as eleições do 1º turno.
Na história, é a primeira vez que um debate agendado deixa de acontecer por iniciativa da Globo. O canal carioca não quis colocar no ar o debate com apenas quatro candidatos: Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).
Perdeu força
Desistindo do debate, a Globo demonstrou que vem perdendo força no grupo de mídias do Brasil. O evento promovido pela emissora e ra tido como decisivo para a reta final das eleições.
O episódio representa uma grande derrota para o jornalismo da TV dos Marinhos, que antes dominava todos os meios e agora passa a perder espaço para o digital.
A Globo alegou “insegurança jurídica”, por meio de César Tralli, que faria a mediação do evento, e fez uma aparição no “Jornal Nacional” para comunicar o cancelamento do debate; a imagem da Globo sai arranhada.
Queda em audiência
O Jornal Nacional foi apresentado por Hélter Duarte e Ana Paula Araújo. Costumeiramente comandada por César Tralli e Renata Vasconcellos, a atração foi comandada excepcionalmente pelos jornalistas devido ao debate da Globo.
Tralli foi escalado para mediar o debate. Porém, o jornalístico, mesmo com a repercussão do cancelamento, conquistou baixos índices. De acordo com dados obtidos pela reportagem do iG, a atração registrou 20,3 pontos de média.
Em seguida, o streaming seguiu na cola da emissora carioca, com 18,2 pontos de audiência. Vale ressaltar que o JN sempre registra médias acima de 21,0 pontos, o que representa mais uma derrota para seu jornalismo. Os dados são referentes à Grande São Paulo.


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