Bombeiros combatem incêndio em trem de passageiros atingido por drone russo em estação ferroviária em 13 de setembro de 2026. — Foto: Serviço de Emergência de Volyn via Reuters
Um drone russo atingiu uma estação ferroviária na fronteira entre a Ucrânia e a Polônia momentos após a passagem de um trem levando autoridades diplomáticas europeias de alto escalão. Entre eles, estava o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson.
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O caso ocorreu no domingo (12). Segundo autoridades da União Europeia, o projétil atingiu um trem na estação ucraniana de Yahodyn, que fica a dois quilômetros da fronteira com a Polônia.
O vagão foi evacuado apenas minutos antes, e não houve registro de feridos. A estação fica em uma rota frequentemente usada por delegações estrangeiras que vão à capital ucraniana Kiev por terra.
O ataque aéreo ocorreu pouco após a passagem de um trem que levava diversas autoridades europeias, como Boris Johnson, o ex-premiê sueco Carl Bildt e o conselheiro de Segurança Nacional do Reino Unido, Jonathan Powell.
Eles faziam o trajeto entre as cidades de Kovel, na Ucrânia, e Dorohusk, na Polônia, após participarem de uma conferência de segurança em Kiev (veja no mapa abaixo).
Mapa mostra localização de estação de Yahodyn, no extremo oeste da Ucrânia, alvo de ataque de drone russo em 13 de setembro de 2026. — Foto: Dhara Pereira/Arte g1
A Ucrânia e a União Europeia acusaram a Rússia pelo incidente e disseram acreditar que o trem diplomático seria de fato o alvo dos russos. Isso porque o trem em que as autoridades europeias estavam teve seu cronograma acelerado por conta da "ameaça russa" e deixou Yahodyn mais cedo que o planejado. Se não fosse o caso, o veículo poderia ter sido atingido, segundo Kiev.
“É perfeitamente possível que o alvo pretendido pelo drone russo fosse o trem diplomático, que deixou a estação mais cedo do que o previsto depois que os horários dos trens foram ajustados em tempo real devido à ameaça constante de ataques russos”, disse a operadora ferroviária ucraniana, Ukrzaliznytsia, no Telegram.
Perguntado sobre o incidente em coletiva nesta segunda, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse apenas que "nossas forças militares estão operando em todo o território da Ucrânia e continuarão a fazê-lo". No domingo, a Rússia afirmou que atingiu “infraestruturas ferroviárias” no oeste ucraniano utilizadas para transportar carga militar proveniente da Europa.
Também no domingo, um caminhão a menos de um quilômetro da fronteira da Ucrânia com a Polônia também foi atingido, levando o posto de fronteira de Dorohusk-Yahodyn a interromper temporariamente as operações, segundo os guardas de fronteira.


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