Especialistas em direitos humanos designados pelo principal órgão de direitos humanos da ONU afirmam ter encontrado “motivos razoáveis” para acreditar que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra em dois ataques no Irã, incluindo contra uma escola na cidade de Minab, no sul do país.
A missão internacional de investigação sobre o Irã, contratada pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, afirma que as conclusões se concentram em dois ataques aéreos dos EUA contra o Irã que mataram centenas de civis, incluindo mulheres e crianças, e ambos deles teriam ocorrido no primeiro dia do conflito:
O bombardeio com míssil Tomahawk que atingiu a escola Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul iraniano, que deixou mais de 175 mortos, a maioria delas crianças;
O bombardeio com míssil de fragmentação PrSM que atingiu uma escola e um centro esportivo em Lamerd, no sul iraniano, que deixou mais de 20 mortos.
“Após os ataques dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro, a missão encontrou motivos razoáveis para acreditar que os Estados Unidos cometeram o crime de guerra de realizar ataques indiscriminados que resultaram em mortes ou ferimentos de civis ou em danos a bens civis”, afirmou em comunicado a equipe de investigação independente contratada pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
As evidências que levaram o grupo de pesquisa a apontar para crimes de guerra não estavam claras no comunicado divulgado nesta quinta. No entanto, tanto a escola em Minab quanto o centro esportivo e complexo residencial em Lamerd estavam "claramente indentificáveis", segundo o relatório.
Sobre o segundo ataque, o documento disse também que os PrSM norte-americanos "dispersaram nuvens de tungstênio" —um dos metais mais duro do planeta—, tal qual um outro relatório especializado divulgado em agosto pela Airwars, que falou em amplo "rastro de destruição" por conta da fragmentação.


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