Entre vitórias e derrotas: o ensinamento de Paulo Maluf sobre preservar o tamanho político durante uma campanha eleitoral
CARO LEITOR, dia de #TBT também é dia de relembrar frases que atravessaram gerações na política brasileira. Paulo Maluf costumava dizer que “ninguém pode sair menor do que entrou numa eleição”. A máxima continua atual e deveria servir de alerta para candidatos, partidos e eleitores. Eleição não é apenas disputa por votos, cargos ou poder; é também um teste de liderança, coerência e capacidade de construir pontes. Quem entra numa campanha movido apenas pela vaidade, pelo confronto ou pela ambição pessoal corre o risco de terminar menor politicamente do que começou. O verdadeiro vencedor não é necessariamente aquele que conquista a urna, mas quem consegue preservar sua credibilidade, ampliar seu respeito e sair do processo com mais força política do que tinha antes. Na política, derrotas passam. A imagem construída fica.
Provar
Eleição não é apenas disputa por votos, cargos ou poder. É também um teste de liderança, preparo e coerência. Quem entra na corrida precisa provar que sabe conquistar confiança, unir forças e transformar discurso em resultados.
Tamanho
Na política, derrotas passam, mandatos terminam e eleições ficam para trás. Mas a imagem construída permanece. Por isso, cada campanha deixa marcas que podem fortalecer ou diminuir o tamanho político de quem disputa.
Reeleição
Falando em tamanho, a ata da convenção do MDB traz Confúcio Moura como único candidato ao Senado. Em busca da reeleição, terá o empresário Paulo Andrade (MDB), dono da Unopar, como primeiro suplente, e a irmã Cláudia Moura (MDB) como segunda suplente.
Desistência
A possível desistência de Confúcio Moura (MDB) da corrida ao Senado já acende o sinal amarelo entre aliados. Ruídos especulam que o senador recorreu por meio de carta à Direção Nacional para retirar a pré-candidatura de governador de Pedro Abib (MDB) em aceno ao PT.
Carta
Segundo fonte ligada à coluna, Confúcio Moura (MDB) afirma, em carta endereçada ao comando nacional da legenda, que desistirá da reeleição ao Senado caso o partido mantenha Pedro Abib (MDB) na disputa pelo Governo. Se confirmada, a ameaça é um alerta aos adversários.
Incômodo
Mas há outro incômodo no tabuleiro: a candidatura do PT ao Senado. Na leitura dos bastidores, a presença petista pode rachar o eleitorado de esquerda e centro-esquerda, onde Confúcio Moura (MDB) precisaria preservar votos para renovar o mandato no pleito eleitoral em curso.
Movimentação
Do outro lado, a movimentação é observada com lupa. Uma eventual saída de Confúcio Moura (MDB) ou a consolidação do PT na disputa ao Senado abriria espaço para uma reorganização do voto. E, em eleição, espaço vazio costuma ser ocupado pelos rivais atentos agora!
Receber
É nesse vácuo que aparecem Silvia Cristina (PP) e Mariana Carvalho (Republicanos), vistas por aliados como nomes que poderiam receber uma parcela do chamado voto útil de Confúcio Moura (MDB) caso desista da reeleição. A migração de eleitores pode embaralhar a disputa geral que já promete ser acirrada.
Dominó
O efeito dominó não pararia aí. Bruno Bolsonaro Scheid (PL), Fernando Máximo (PL) e os demais concorrentes também teriam de recalcular a rota na corrida ao Senado. Uma mudança no campo de Confúcio Moura (MDB) pode virar de cabeça para baixo as estratégias e expectativas eleitorais em 2026.
Biografia
Se Confúcio Moura (MDB) disputar a reeleição ao Senado e perder, o resultado poderá representar uma pá de cal em sua trajetória política. Afinal, ficará marcada a quebra de uma biografia construída sob o argumento de que nunca perdeu uma eleição.
Tabuleiro
Por enquanto, tudo permanece no terreno dos bastidores. Confúcio Moura e o MDB não confirmam a carta nem eventual desistência. Até uma posição oficial, a política rondoniense seguirá fazendo contas e medindo forças no tabuleiro eleitoral.
Contraste
A análise das atas do MDB e do PSB revela o contraste entre os pré-candidatos ao Governo: Pedro Abib (MDB), professor de Direito da Faculdade Católica, demonstra imaturidade política, enquanto o advogado Samuel Costa (PSB) exibe expertise e habilidade estratégica.
Voo
A condução política do pré-candidato do MDB ao Governo de Rondônia, Pedro Abib, pode comprometer suas pretensões eleitorais. Nos bastidores, aliados avaliam que a falta de experiência e articulação pode reduzir seu espaço e frustrar seu “voo de galinha”.
Conhecimento
O candidato a governador Samuel Costa (PSB), demonstrou conhecimento da legislação eleitoral ao realizar a convenção partidária no primeiro dia permitido pelo calendário eleitoral e devidamente homologada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), constituindo um ato jurídico perfeito.
Existir
Diferentemente de Pedro Abib (MDB), a candidatura de Samuel Costa (PSB) somente poderá deixar de existir nas hipóteses expressamente previstas em lei, como renúncia voluntária ou falecimento, tratando-se de decisão personalíssima. No caso de Abib, a Comissão Estadual do MDB em Rondônia pode rifar sua candidatura ao governo.
Domina
A ata da convenção do PSB para escolha de candidatos evidencia que Samuel Costa (PSB) domina o regimento interno partidário e a legislação eleitoral, antecipando-se aos adversários e impondo uma vantagem estratégica sobre o senador Confúcio Moura (MDB), o PT e demais integrantes do campo progressista.
Dúvida
Falando em governo, o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) está de férias com a família. A dúvida nos bastidores é se retornará a tempo da Convenção do PSD, marcada para sábado (1º/8), para homologar candidaturas e subir ao palanque ao lado de Adailton Fúria, Everton Leoni e Luis Fernando.
Sombra
Fontes palacianas juram que um “secretário Sombra” do governador Coronel Marcos Rocha (PSD) já estaria na terceira fazenda e erguendo uma mansão em condomínio fechado. Pelo visto, a colheita por lá anda mais farta que o salário de secretário.
Prosperidade
Fontes palacianas também contam que um presidente de autarquia teria adquirido uma fazenda e um bitrem para transportar calcário da usina estadual, em Cacoal, e recuperar o solo para o plantio de soja. Pelo visto, há quem transforme cargo público em sinônimo de prosperidade rural.
Transparência
Fim de governo costuma ser o famoso “raspa-tacho da feijoada”. Por isso, os órgãos de fiscalização e controle fariam bem em redobrar a atenção às licitações milionárias publicadas no portal da Supel e no Diário Oficial. Transparência nunca é demais, sobretudo na reta final de um governo com as porteiras abertas.
Repercutiu
A entrevista de Alessandro Lubiana, ex-secretário de Comunicação da ALERO e coordenador de Comunicação da campanha de Marcos Rogério (PL), repercutiu nos bastidores ao elevar o tom contra Adailton Fúria (PSD). Lubiana chamou o adversário de “mentiroso”.
Questionou
Na entrevista, Lubiana questionou obras e ações da gestão do ex-prefeito Adailton Fúria (PSD) em Cacoal, citando o hospital municipal, o asfaltamento e a UTI Neonatal que nunca atendeu a nenhuma criança. Para ele, os resultados apresentados pelo prefeito não correspondem à realidade divulgada.
Energia
Outro ponto explorado por Lubiana foi a energia elétrica. O coordenador de Comunicação de Marcos Rogério afirmou que Fúria é do PSD, partido ao qual ocupa o Ministério de Minas e Energia no governo Lula, responsabilizando a legenda pelo cenário energético de Rondônia. A crítica promete render debate.
Temperatura
Lubiana também acusou Fúria de negar o próprio governo que o apoia ao criticar o governador Coronel Marcos Rocha, que é presidente estadual do PSD em Rondônia. As declarações colocam a campanha de Marcos Rogério em campo de confronto direto com Fúria e ampliam a temperatura da disputa pelo governo.
Convenção
A convenção da federação União Progressista (UP) e do Republcianos, prevista para hoje na Unopar, foi adiada para segunda-feira (03). A convenção homologaria Hildon Chaves (União) ao Governo e Silvia Cristina (PP) e Mariana Carvalho (Republicanos) ao Senado.
Competitivo
O ex-secretário de Obras de Vilhena Laércio Torres (Avante) surge como nome competitivo para a Assembleia Legislativa. Com experiência na gestão pública, articulação política e presença regional, reúne credenciais para conquistar uma cadeira e representar o Cone Sul.
Recoloca
A decisão favorável do TSE devolve ao ex-vereador Márcio Miranda o direito de disputar as eleições de 2026, após o TRE-RO barrar sua candidatura. O revés judicial foi revertido por Nunes Marques e recoloca o ex-vereador no jogo eleitoral. Ponto para os advogados Edirlei Souza e Marcos Baach.
Apoiando
Em conversa com a coluna, o ex-vereador Márcio Miranda afirmou que não disputará cargo eletivo em 2026. Ele seguirá apoiando Hildon Chaves ao Governo, Mariana Carvalho ao Senado, Maurício Carvalho à Câmara e Adauto do Bandeirantes à Assembleia.
Sério
Falando sério, como ensinava Paulo Maluf, eleição exige estratégia, leitura do cenário e capacidade de sobreviver às adversidades. No fim, mais importante que vencer a disputa é preservar a força política e jamais sair menor do que entrou numa disputa eleitoral.


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