Publicada em 12/02/2026 às 15h21
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar o envio de tropas à Faixa de Gaza e um fundo multibilionário para reconstruir o território, afirmou a agência Reuters nesta quinta-feira (12). O anúncio deve ser feito no próximo dia 19, durante a primeira reunião do “Conselho de Paz”.
Ao todo, delegações de ao menos 20 países devem participar da reunião, que acontecerá em Washington. Há preocupações de que o órgão possa tentar atuar em outros conflitos e atuar como uma "ONU paralela". No entanto, autoridades americanas dizem que o foco inicial será Gaza.
Segundo a Reuters, o envio das tropas foi autorizado pela ONU para atuar como uma força de estabilização. Soldados de vários países devem participar da missão. A medida é considerada parte central da próxima fase do plano de Trump para o território.
As tropas devem chegar ao território palestino nos próximos meses. Autoridades não confirmaram um número exato, mas disseram que milhares de soldados vão atuar na região. A principal preocupação é o desarmamento do grupo terrorista Hamas, que tem resistido a entregar as armas.
Ainda segundo a Reuters, a reconstrução de Gaza começará com investimentos feitos por meio de um fundo multibilionário internacional. O dinheiro virá de contribuições de países participantes do Conselho de Paz.
Um dos funcionários ouvidos pela Reuters classificou as ofertas como “generosas” e afirmou que os Estados Unidos não fizeram pedidos explícitos de doações. “As pessoas vieram até nós oferecendo”, disse. “O presidente fará anúncios sobre o dinheiro arrecadado.”
O Brasil também foi convidado para integrar o Conselho da Paz, mas ainda não deu uma resposta oficial. Trump exigiu o pagamento de US$ 1 bilhão para ter um assento permanente no grupo.
Potências regionais do Oriente Médio, como Turquia, Egito, Arábia Saudita e Catar, além de países emergentes como a Indonésia, aderiram ao conselho. Já nações europeias e aliados ocidentais tradicionais dos Estados Unidos têm adotado postura mais cautelosa.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na quarta-feira (11) que o país também aderiu ao grupo.



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