O candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid (PL) colocou a defesa da liberdade de expressão entre as bandeiras centrais de sua campanha e afirmou que pretende levar ao Congresso uma postura firme contra aquilo que considera excessos praticados pelo Supremo Tribunal Federal.
“Qual liberdade de expressão? A relativa ou a verdadeira? A gente vive a relativa, né?”, questionou Bruno.
Para o candidato, o país vive um ambiente em que parte da população passou a ter receio de falar, protestar e defender publicamente suas convicções. Bruno atribuiu esse cenário à atuação do STF e direcionou críticas especialmente ao ministro Alexandre de Moraes.
Em sua manifestação, Scheid afirmou que decisões tomadas após os atos de 8 de janeiro funcionaram, em sua avaliação, como uma “mordaça” sobre cidadãos brasileiros.
“Muita gente com medo no dia de hoje”, afirmou.
Bruno também comparou o atual ambiente político ao período em que Jair Bolsonaro ocupava a Presidência da República. Segundo ele, adversários faziam manifestações duras contra Bolsonaro sem que isso impedisse o exercício da liberdade de expressão.
“No governo do presidente Bolsonaro, a oposição fazia até jogo de futebol com a cabeça dele, e estava tudo certo, porque o presidente sempre defendeu liberdade de expressão na totalidade. É o que a Constituição diz”, declarou.
O candidato foi ainda mais direto ao criticar o que considera uma limitação imposta atualmente ao debate público.
“O que a gente vive hoje é o seguinte: só fala o que o Supremo quer.”
Na disputa por uma cadeira no Senado, Bruno afirma que não pretende evitar assuntos considerados difíceis ou incômodos. Pelo contrário: diz que decidiu entrar na política justamente para assumir posição e defender aquilo em que acredita.
“Eu tô botando a cara a tapa na rua pra dizer: isso precisa ser mudado.”
Nas redes sociais, Bruno reforçou a mesma mensagem. Disse que muitos brasileiros têm medo de se posicionar e sustentou que Rondônia precisa de representantes dispostos a falar com firmeza.
“Eu não entrei nessa disputa para me esconder. Entrei para ter posição, defender minhas convicções e colocar a cara na rua”, afirmou.
Para Bruno Bolsonaro Scheid, liberdade de expressão não pode existir apenas quando o discurso agrada ou acompanha determinada posição política. Na campanha ao Senado, o candidato promete transformar essa defesa em uma de suas principais frentes de atuação, levando para Brasília a voz de quem, segundo ele, não aceita viver com medo de dizer aquilo em que acredita.


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