Ana Paula Renault chamou a atenção dos internautas nesta segunda-feira (6) ao usar sua conta pessoal no Instagram para criticar algumas declarações sobre o "voto feminino" atribuídas ao blogueiro Paulo Figueiredo.
A campeã do BBB 16 fez um longo discurso sobre o assunto e expôs alguns pontos importantes como forma de informar os seguidores.
A comunicadora afirmou que discursos que questionam a capacidade das mulheres de votar merecem atenção, especialmente em ano eleitoral. Além disso, ela defendeu a autonomia das eleitoras e relacionou as declarações ao papel das mulheres no processo democrático.
"Quando alguém diz que mulher vota mal, o problema não é o nosso voto, é o medo do nosso poder", disse Ana Paula Renault. Logo em seguida, ela comentou sobre as declarações de um brasileiro investigado que vive nos Estados Unidos.
"Nos últimos dias, um brasileiro investigado, que hoje vive lá nos Estados Unidos, afirmou que mulheres votam mal. Ele disse, inclusive, que mulheres casadas precisam acompanhar o voto do marido. Ou seja, na cabeça de muita gente, a mulher só vota bem quando ela vota pela cabeça de um homem", disse.
De acordo com a jornalista, esse tipo de posicionamento não deve ser tratado apenas como uma provocação, mas como algo que merece atenção. "E isso, gente, não é frase solta, não, tá? Não é só provocação de internet, não é exagero nosso. É um sinal", acrescentou.
A famosa ainda destacou um episódio envolvendo os Estados Unidos. "Lá nos Estados Unidos, o atual chefe do Pentágono repostou um vídeo que defendia revogar a Décima Nona Emenda, justamente a emenda que garantiu o voto feminino naquele país. Então, quando esse tipo de ideia começa a circular com naturalidade, a gente precisa prestar atenção", continuou.
Ana Paula Renault faz alerta
A ex-BBB afirmou que discursos desse tipo seguem uma sequência de restrições à participação feminina."Porque primeiro dizem que mulher vota mal, depois dizem que mulher precisa ser orientada, depois dizem que a mulher deveria voltar para o lugar dela. Só que esse lugar não existe mais", reforçou.
Ana Paula Renault vencedora do BBB 26
Em seguida, a jornalista lembrou a conquista do direito ao voto pelas mulheres no Brasil, que ainda não completou 100 anos. "No Brasil, nós conquistamos o direito ao voto lá em 1932, e não foi favor, foi muita luta. E hoje nós somos mais de 82 milhões, quase 53% do eleitorado brasileiro. Gente, nós somos maioria. E talvez seja exatamente por isso que assuste tanto", disse.
Em sua avaliação pessoal, o debate está relacionado à liberdade de escolha das eleitoras."Porque mulher que pensa, escolhe; mulher que pesquisa, decide; mulher que entende o próprio poder, muda o rumo de uma eleição. E o problema nunca foi mulher votar mal; o medo é mulher votar livre", refletiu.
"Por isso, em ano eleitoral, a nossa resposta não pode ser só de indignação. A nossa resposta precisa ser consciência. Pesquise, leia, compare propostas, escute mulheres, leia mulheres, apoie mulheres, conheça mulheres que ocupam a política e olhe com muita atenção para quem quer ampliar os nossos direitos e para quem começa tentando diminuir a nossa voz", pontuou Ana Paula Renault.
Por fim, a comunicadora destacou que a decisão nas urnas deve ser individual."Porque o nosso voto não pertence ao marido, o nosso voto não pertence ao pai, não pertence ao padre, não pertence ao pastor, não pertence a partido nenhum. O nosso voto pertence à nossa consciência. E uma mulher livre, quando descobre o tamanho da própria voz, nunca mais aceita voltar para a caixa", concluiu.


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