Os trabalhadores do Consórcio Construtor da BR-364, empresa responsável pela execução das obras da Expresso Porto, aprovaram nesta segunda-feira (7) a paralisação total das atividades em meio ao impasse nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027.
A Expresso Porto integra o conjunto de investimentos da concessão administrada pela Nova 364, concessionária responsável pela operação da BR-364 em Rondônia, incluindo o sistema de pedágios implantado neste ano. Para executar as obras previstas no contrato de concessão, a empresa contratou o Consórcio Construtor da BR-364.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Rondônia (STICCERO), a paralisação foi aprovada em assembleia diante da falta de avanço nas negociações do acordo coletivo específico dos trabalhadores do consórcio. A entidade afirma que a pauta de reivindicações foi protocolada em 26 de maio e que, até o momento, a empresa não apresentou contraproposta às demandas da categoria.
Entre as reivindicações apresentadas pelo sindicato estão reajuste salarial, vale-alimentação, assistência à saúde, benefícios e melhorias nas condições de trabalho. Embora sindicato e setor patronal tenham firmado acordo para a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria durante audiência realizada na Justiça do Trabalho, o Acordo Coletivo específico do Consórcio Construtor da BR-364 permanece sem definição, mantendo o movimento grevista.
Durante a mobilização desta segunda-feira, o STICCERO informou que trabalhadores denunciaram que a empresa disponibilizou apenas o transporte de ida ao local de trabalho, sem oferecer o retorno. Segundo o sindicato, parte dos empregados precisou caminhar às margens da BR-364. A entidade também afirmou ter recebido relatos de que os trabalhadores permaneceram sem alimentação desde as primeiras horas da manhã.
Após a assembleia, o sindicato informou que protocolou pedido de mediação junto ao consórcio para buscar uma solução negociada para o impasse e afirmou que continuará acompanhando as negociações.
Posicionamento
Em manifestação divulgada em 23 de junho, a Nova 364 informou que os trabalhadores em greve pertencem a empresas contratadas para executar as obras da concessão, e não ao quadro funcional da concessionária. A empresa também declarou respeitar o direito de greve.
Acho essa segunda versão melhor porque apenas registra o contraponto, sem transformar a nota em uma defesa da concessionária.


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