O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enquanto apertam as mãos durante uma coletiva de imprensa após reunião no clube Mar-a-Lago de Trump em Palm Beach, Flórida, EUA, em 29 de dezembro de 2025 — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (20) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não será preso enquanto estiver em território americano.
"Benjamin Netanyahu não será preso, de forma alguma, enquanto estiver nos Estados Unidos da América", afirmou.
O comentário do republicano ocorre após o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmar que avalia se tentará prender Netanyahu durante a próxima Assembleia Geral da ONU. A declaração foi feita em entrevista neste sábado (18).
"Acho que o primeiro-ministro Netanyahu pertence a Haia", disse Mamdani ao The New York Times. "É um criminoso de guerra que foi acusado pelo Tribunal Penal Internacional."
O prefeito admitiu que não tem certeza se possui autoridade para ordenar ao Departamento de Polícia de Nova York que detenha um líder estrangeiro, mas está debatendo o assunto com a equipe jurídica da cidade.
"Seja lá o que for que a lei me permita fazer na cidade de Nova York, é isso que faremos", afirmou.
Ainda na publicação em que nega a prisão do primeiro-ministro israelense, Trump diz que Netanyahu luta contra o Irã e que "os únicos que deveriam ser presos são aqueles que conduziram o Irã a esta espiral sem precedentes de morte e destruição, algo que deveria ter sido enfrentado anos atrás pelos presidentes anteriores".
A Assembleia Geral da ONU, grande reunião anual de líderes mundiais, será realizada em setembro na sede da organização em Nova York.
No passado, Mamdani prometeu enviar a polícia de Nova York para cumprir mandados de prisão contra líderes procurados pelo Tribunal Penal Internacional, incluindo Netanyahu e o presidente russo Vladimir Putin.
O TPI, com sede em Haia, afirmou, em 2024, que tinha motivos razoáveis para acreditar que Netanyahu era responsável por crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à ofensiva de Israel em Gaza após o ataque sem precedentes de 7 de outubro de 2023 perpetrado pelo Hamas.
Danny Danon, embaixador de Israel junto às Nações Unidas, respondeu rapidamente a Mamdani.
"Em vez de se concentrar nas suas responsabilidades como prefeito e enfrentar a crescente onda de antissemitismo na cidade, ele optou por incitar a hostilidade e gerar manchetes atacando o Estado de Israel", escreveu Danon no X.


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