• Capa
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Artigos & Colunas
  • Polícia
  • Geral
  • Interior
  • + Editorias
    • Brasil
    • Mundo
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Vídeos
    • WebStories
  • Contato
GERAL

FSM criará mecanismo de atuação permanente da sociedade civil

Edição 2024 do Fórum Social Mundial começa nesta quinta-feira no Nepal

Por Agência Brasil
Publicada em 15/02/2024 às 08h17

Com o lema já clássico "Um outro mundo é possível", o Fórum Social Mundial (FSM) começa a edição de 2024 nesta quinta-feira (15) e vai até o próximo domingo (19), em Katmandu, capital do Nepal.

É a segunda vez que o FSM realiza um encontro anual na Ásia. O primeiro no continente havia sido em 2004, em Mumbai, na Índia, com mais de 100 mil representantes de centenas de países. Dessa vez, em formato híbrido, o evento deve reunir um número bem menor de participantes.

O FSM foi criado em 2001, em Porto Alegre, na perspectiva de ser um contraponto à realização do Fórum Econômico de Davos, na Suíça, que reúne anualmente empresários e governantes dos países mais ricos do mundo.

Desde pelo menos a década passada, no entanto, o Fórum Social, que acabou se tornando o mais importante polo de articulação e encontro de movimentos sociais do planeta, vem perdendo relevância política, na opinião do jornalista Carlos Tibúrcio, cofundador do FSM e membro do seu Conselho Internacional.

"O Fórum teve uma repercussão enorme no mundo de 2001 até 2010. Depois, entrou em uma fase de estagnação e até declínio, em termos de relevância internacional".

"O mundo de agora está ainda pior do que quando o Fórum foi criado. Há uma sobreposição de crises, que inclui o agravamento da emergência climática, que ameaça a vida na Terra, a continuidade da crise econômica e social do capitalismo, e a ampliação e piora dos conflitos armados, que podem escalar para uma 3ª guerra mundial", argumenta.

Para Tibúrcio, o avanço de correntes políticas e de governos de extrema-direita e perfil neofascista é outra questão que está no centro das atenções dos movimentos sociais do Fórum Social

Nova estrutura

Há cerca de 10 anos, o FSM lida com debates internos para reposicionar sua atuação internacional. Criado para ser um espaço de articulação e encontros da sociedade civil, tem uma atuação menos incisiva e permanente do que defende parte de suas organizações.

Isso porque sua Carta de Princípios define essa rede como “um espaço plural e diversificado” de reflexão e articulação de entidades e movimentos, “não-partidária” e “sem caráter deliberativo”. Por causa disso, mantendo a Carta de Princípios de sua criação, a edição do Nepal vai estrear um novo mecanismo de ação política.

A chamada Assembleia Social Mundial de Lutas e Resistências do FSM deve se reunir pela primeira vez neste fim de semana na capital nepalesa para aprovar uma carta de fundação, com foco nos temas de paz e justiça social.

Integrada por organizações que fazem parte do Conselho Internacional do Fórum, a Assembleia terá uma atuação mais constante, emitindo posicionamentos e atuando diretamente na promoção das pautas da sociedade civil internacional em matéria de direitos humanos e sociais, combate às desigualdades, enfrentamento da emergência climática, entre outros.    

Na avaliação de Tibúrcio, o contexto mundial pede uma maior capacidade de incidência da sociedade civil. "Não significa dizer que o Fórum vai mudar da água para o vinho nessa edição do Nepal, mas a estreia desse mecanismo vai dar uma sinalização importante. O FSM, enquanto tal, vai continuar sendo um espaço de encontro e articulação, ele não vai falar. Mas a Assembleia vai falar, e ela é uma assembleia do Fórum, esperamos que mais organizações façam adesão a ela".

Apesar disso, o jornalista avalia que o legado do FSM nesses 23 anos de existência foi conseguir uma contraposição internacional forte ao neoliberalismo, "como um combate a essa forma desregrada, selvagem, que o capitalismo adotou em praticamente todo o mundo. O Fórum foi o grande marco de resistência a isso".

Entre as ações que deram resultado, a partir dessa bandeira central, está a derrota no projeto de criação de uma área de livre comércio nas Américas, a Alca, que também enfrentou resistência dos governos sul-americanos de esquerda, no início do século. Em 2003, segundo Tibúrcio, o FSM também vocalizou internacionalmente a oposição dos movimentos sociais contra a invasão e guerra no Iraque, promovida pelos Estados Unidos.

Geopolítica

Pelo menos desde 2018, quando Salvador sediou a última grande edição do Fórum Social Mundial, havia uma expectativa de que o encontro retornasse para a Ásia. Além de concentrar a maior parte da população do planeta, o continente é a ponta de lança das mudanças geopolíticas que apontam para a consolidação de um mundo multipolar, tendo em países como China e Índia as principais lideranças desse processo.

Nesse contexto, movimentos sociais do Nepal – país que há menos de duas décadas travou uma guerra civil interna que resultou na deposição da monarquia hindu e instalação de um governo civil democrático –, atuaram para levar o encontro para a região.

Localizado no sul asiático, o Nepal é um pequeno país em extensão territorial encravado aos pés da Cordilheira do Himalaia, que abriga o Monte Everest, ponto mais alto do planeta Terra. Possui, no entanto, cerca de 30 milhões de habitantes, sendo uma dos mais densamente habitados do mundo.

Atualmente, o país é governado pelo ex-líder guerrilheiro maoista Pushpa Kamal Dahal, conhecido como Prachanda, considerado o principal líder da revolução que derrubou a monarquia. Ele assumiu o cargo de primeiro-ministro pela terceira vez em 2022.

"O Nepal tem um governo progressista, mas enfrenta ainda o problema das castas e da desigualdade social", explica Carlos Tibúrcio.

"Além disso, a sociedade civil de lá está muito preocupada com os rios que secam e o derretimento das montanhas. O debate climático está muito forte nesse Fórum. O debate sobre a guerra na Palestina, o genocídio em Gaza, também terá muito destaque", observou.

Mais de 80% das mil organizações esperadas para o Fórum Social Mundial do Nepal são oriundas de países asiáticos. Ao todo, representantes de movimentos sociais de 100 países estarão em Katmandu nos próximos dias.

Geral GERAL
Imprimir imprimir
 
Leia Também
SINTERO cobra recesso dos técnicos educacionais; entidade protocolou documentos e foi presencialmente à Seduc
REIVINDICAÇÃO
SINTERO cobra recesso dos técnicos educacionais; entidade protocolou documentos e foi presencialmente à Seduc
Após intensa mobilização do SINDSEF-RO, Governo Federal confirma restabelecimento da GDEXT no contracheque dos servidores transpostos
CONQUISTA
Após intensa mobilização do SINDSEF-RO, Governo Federal confirma restabelecimento da GDEXT no contracheque dos servidores transpostos
O TEMPO E A TEMPERATURA: Norte terá calor e pancadas de chuva isoladas nesta terça-feira (30)
Tempo
O TEMPO E A TEMPERATURA: Norte terá calor e pancadas de chuva isoladas nesta terça-feira (30)
SINTERO cobra recesso dos técnicos educacionais; entidade protocolou documentos e foi presencialmente à Seduc
REIVINDICAÇÃO
SINTERO cobra recesso dos técnicos educacionais; entidade protocolou documentos e foi presencialmente à Seduc
PM prende dois suspeitos e apreende adolescente com armas
Porto Velho
PM prende dois suspeitos e apreende adolescente com armas
TRE de Rondônia nega liminar contra Adailton Fúria e manda retirar segredo de justiça de representação eleitoral
ELEIÇÕES 2026
TRE de Rondônia nega liminar contra Adailton Fúria em representação eleitoral
Após intensa mobilização do SINDSEF-RO, Governo Federal confirma restabelecimento da GDEXT no contracheque dos servidores transpostos
CONQUISTA
Após intensa mobilização do SINDSEF-RO, Governo Federal confirma restabelecimento da GDEXT no contracheque dos servidores transpostos
Deputado Edevaldo Neves propõe mutirão de exames de alta complexidade para reduzir filas de regulação
Indicação
Edevaldo Neves propõe mutirão de exames de alta complexidade para reduzir filas de regulação
Ji-Paraná recebe ônibus para transporte de pacientes com apoio do Deputado Cirone Deiró
Saúde
Ji-Paraná recebe ônibus para transporte de pacientes com apoio do Deputado Cirone Deiró
Luizinho Goebel cumpre agenda em oito municípios de Rondônia nesta semana
Ações
Luizinho Goebel cumpre agenda em oito municípios de Rondônia nesta semana
Nos 44 anos de Alta Floresta, Jean Oliveira participa da entrega de ônibus leito para o transporte de pacientes
Parceria
Nos 44 anos de Alta Floresta, Jean Oliveira participa da entrega de ônibus leito para o transporte de pacientes
4ª etapa do Campeonato Rondoniense de Motocross foi sucesso de público
Jaru
4ª etapa do Campeonato Rondoniense de Motocross foi sucesso de público
O TEMPO E A TEMPERATURA: Norte terá calor e pancadas de chuva isoladas nesta terça-feira (30)
Tempo
O TEMPO E A TEMPERATURA: Norte terá calor e pancadas de chuva isoladas nesta terça-feira (30)
Publicidade MFM

Mais Lidas

1. TCE de Rondônia mantém suspensa adesão da Seduc para contratação de mais de R$ 50 milhões
2. Cobiçado por diferentes grupos, Cassol ainda é um dos principais ativos da política de Rondônia?
3. Políticos permanecem ignorando a situação crítica da BR-364, o “Corredor da Morte” de Rondônia
4. A engenharia dos vices: Marcos Rogério sela aliança, Fúria avança sobre a capital e Hildon corre atrás do interior
5. Do rompimento com o União ao palanque de Marcos Rogério: Máximo aposta em Léo Moraes e na direita para chegar ao Senado
Rondônia Dinâmica
  • E-mail: [email protected]
  • Fone: 69 3229-0169

Editorias

  • Política
  • Artigos & Colunas
  • Geral
  • Polícia
  • Interior
  • Brasil
  • Mundo
  • Esportes
  • Entretenimento

Sobre

  • Privacidade
  • Redação
  • Fale Conosco

Redes Sociais

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Pinterest
  • Youtube
  • Feed RSS

Copyright © Todos os direitos reservados | Rondônia Dinâmica